Shalom
"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus." Fl 4.7
É comum ver-se no meio do protestantismo o aumento de palavras de origem hebraica. E, sem dúvida, uma das palavras mais usadas é shalom, interpretada como paz — sendo, algumas vezes, ligada a uma bandeira branca, a momentos sem guerras ou sem conflitos.
Mas ela vai muito além de um mero momento. Para isso, precisamos entender seus usos. A palavra era usada, e é até os dias de hoje, como cumprimento: Ma shlomchá? para o masculino e, para o feminino, basta retirar o "a" do final. Uma pergunta clássica em todos os povos: "Como você está?" — ou simplesmente Shalom ou Shalom Aleichem.
Quando observamos que a palavra tem diversos significados, nem entramos em sua raiz etimológica. Mas, quando se passa a entender o seu profundo significado, passamos a compreender não somente a palavra, como também o que Cristo quis dizer:
"A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou."
Sua raiz está ligada a diversas palavras, e todas elas representam ou transmitem a compreensão de algo perfeito ou completo. Shalom não é somente paz, mas a plenitude desejada para você. Jesus usa a palavra como demonstração não somente de sossego e quietude, mas de que a sua perfeição seja transmitida a você. Jesus não deseja somente momentos tranquilos e confortáveis, sem guerra — pois o mesmo disse que teríamos aflições, mas que Ele venceu o mundo.
A paz não é um momento; ela faz parte do ser completo. Está ligada à essência de Deus. Os judeus antigos a veem como a plenitude da vontade de Deus em forma escrita ou falada.
Pergunto a você: como está a sua paz? Não falo em momentos de guerra ou de tranquilidade — refiro-me à sua pessoa. O seu coração está em paz mesmo em momentos de guerra e dificuldade?
A paz foi dada e deixada para você. O preço (shillum) — palavra também derivada da raiz de shalom — já foi pago na cruz. O direito à sua vida, a redenção e a graça lhe são concedidos através da paz de Jesus.



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