O samaritano

by outubro 12, 2019

Uma parábola bem conhecida de.todos que já foram um dia para a igreja. O bom samaritano, mas será que ele era realmente bom? O livro de Lucas relata essa passagem e o ensinamento de Jesus. Existem quatro pessoas envolvidas as quais são representantes grandes áreas atuais que estão diretamente envolvidos no meio cristão.
O texto apresenta o sacerdote, o levita, o samaritano e o moribundo ou o ferido. Sabendo a origem dos três primeiros mas, não diz a origem do quarto e nesse ponto que entraremos nas suposições para alimentar o nosso texto e a nossa visão e entendimento sobre o texto.

1. O moribundo.

Não diz a sua linhagem, mas ele estava saindo de Jerusalém e indo a Samaria. Vamos trabalhar com duas posições bem distintas para ele e depois aplicar dentro do contexto dos outros três e compreender onde estamos errando. A primeira sugestão que nós podemos acreditar e que ele seja judeu, morador de Jerusalém ou de alguma cidade próxima. Ao ser judeus ele tinha que ter ajuda e socorrido pelos seus irmãos, os judeus, a observação da lei mosaica nos mostra isto claramente dentro da Torah. Mas um direito que fora negado a ele pelos seus irmãos que passaram pelo local e deixado para morrer pelo seu inimigo.
A outra sugestão é que ele seria um samaritano. O homem que era odiado pelos judeus pelo fator histórico da formação da Judéia. Com essa visão veríamos que a linha de pensamento seguiu uma ordem comum das coisas, mas, a bíblia deixa para a nossa interpretação a naturalidade daquele homem.

2. Os judeus (o sistema religioso).

Existem duas pessoas das quatro que são judeus, o sacerdote e o levita. Todos eles fazem parte do sistema religioso dos judeus. O primeiro e o sacerdote, que era responsável por toda a cerimônia judaica a Deus estava diante do altar responsável de organizar e ensinar a leis ao povo. O sacerdote tinha a obrigação de ter ajudado aquele homem no meio do caminho. Estava dentro da lei que ele ensinava aos seus compatriotas, mas, aquela situação foi ao contrária. Talvez por medo de ficar impuro, pois, o sacerdote não podia pegar em corpo morto. Então logo julgou que aquele homem não teria esperança de sobreviver a aquele ataque. O segundo é o levita, assim como o primeiro era descendente da tribo de Levi. responsável por ajudar o sacerdote naquilo que era necessário no templo e para com o povo. Não tinha sobre a vida deles nenhuma lei que proibisse eles de ajudar o próximo por causa de algum morto. Mas, ao negar ajuda ele simplesmente faz o descaso daquela situação.
Agora observem comigo não sabemos a origem do homem na estrada a não ser supor que ele seria judeu ou samaritano. O primeiro tópico abordamos a condição dele, agora as ações dos viajantes no mesmo caminho. O sacerdote e o levita teriam o dever de ajudá-lo por se ele fosse um judeu. E se não fosse a Torah também mostrava que eles deveriam ajudar a um estrangeiro. Suas ações foram contrárias ao seus ensinamentos que propagavam ao povo. Assim, muitos cristãos hoje agem da mesma forma que os religiosos. São levados pelo preconceito de ajudar somente aqueles que professam a mesma fé e negam o ensinamento de Cristo. Mas, agora sempre as mensagens interpretam o nosso outro personagem como sendo o exemplo de cristão a ser imitado.

3. O samaritano.

E agora vamos observar a vida do quarto personagem que passou pelo caminho. Ele era um samaritano, natural da cidade de Samaria ou da região de Samaria, antigo reino do norte. Após a derrubada do reino de Israel pelos assírios, era costume os reis que conquistaram o reino inimigos levar outros povos para aquele lugar (II Cr 17.1-5). É certo que ficou alguns remanescentes israelitas em Samaria, mas sua maioria era povos pagãos. Após a volta do exílio de Babilônia, os samaritanos se tornam contra os judeus e tentam impedir a construção do templo e dos muros de Jerusalém. O nível de situação entre os povos era de  hostilidade. Ao ponto de não poderem falar com os outros, a exemplo o caso da mulher samaritana.
Aquele samaritano não ligou para a origem do homem se ele era judeu ou samaritano. Mas, esteve pronto para ajudar e estender o braço para ele. A bíblia diz que ele limpou as suas feridas e cuidou dele e pagou as duas despesas e agiu de misericórdia para com moribundo. Assim, e o não cristão ao ver pessoas necessitadas estendem o braço e ajudam famílias que eles nem conhecem sem querer nada em troca. Até mesmo os nossos irmãos que estão passando por necessidade. Negamos as vezes nosso dever de ajudar o próximo por causa de um orgulho, de acharmos que somos melhores que aqueles que estão passando por dificuldades. Muitas vezes agimos como os ovos de Jó, que ao invés de ajudar acusam cada vez mais.

O que tu leva a separar as pessoas? Será que não sabe que o ide de Cristo também é ajudar ao próximo? Quando vamos deixar o nosso ego de lado e praticar as boas novas para com todos?? Que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nossas vidas.

Shalom lekulam

Qual o seu espinho?

by outubro 04, 2019
“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” II Co 12.9
Às vezes temos medo de mostrar as nossas fraquezas e falta de forças perante situações que passamos
lutas, dificuldades, perseguições, prisões, doenças e outros mais problemas que podemos viver e ver
outras pessoas passando e sofrendo. Eu me lembrei esses dias desse versículo que muitos falam, mas,
quando se é necessário não se põe em prática. Estando um hospital pronto socorro vivenciando
sofrimento e a dor do próximo e muitas vezes o descaso de parte de muitos que estão ali para ajudá-los
Paulo vivenciou um momento parecido com esse de doença, ou outro tipo de problema que não sabemos
ao certo que é. Mas, é em casos especiais que precisamos  escutar a voz de Deus e pararmos para
entender.
Paulo era uma pessoa comum como nós sofredores de dores, desejos, fome, sede, às vezes agia por
impulso e pagava o preço pelas suas ações. E dentro desse grande homem que nos dá mais uma bela
lição de vida. O capítulo relata a história de um homem que subiu até o terceiro céu, morada de Deus, e
mesmo assim, não conseguia libertar de suas dores e limitações.

  1. UM ESPINHO QUE NINGUÉM SABE.


O versículo sete do mesmo capítulo do texto tema (II Co 12.7), nós diz que ele recebeu um espinho na
carne, o qual, orou a Deus para que o tirasse e Deus não escutou a sua oração. Teólogos vão dizer
diversas coisa que poderiam ser esse espinho, mas todos eles seriam apenas especulações. Não
somente os teólogos mas às mais diferentes versões vão dar um significado diferente ao texto. O que
seria esse espinho? A primeira que os estudiosos afirmam que seria as provações do ministério
eclesiástico de Paulo. As prisões, sofrimentos, açoites e outros mais. Paulo e Silas estavam presos após
serem tidos como quase mortos, mas, eles estavam louvando a Deus a meia-noite e as portas da cadeia
se abriu pela graça de Deus.
A segunda teoria seria a visão que Paulo estava perdendo com o passar dos anos. Mas, o que seria um
pequeno problema de visão para um homem que contemplou os céu dos céus? Como aquela visão
gloriosa acarretaria em uma perda a tal ponto de um espinho. A minha vontade é poder ter essa
experiência que Paulo teve. Quem me dera conseguisse chegar a ter a mesma visão que o apóstolo
Paulo. Não iria querer ver mais nada a não ser lembrar aquilo que eu presenciara. Ao procurar mais
informações sobre o texto dentro dos escritos mais antigos me deparei com a versão da vulgatta (latim),
as palavras que foram traduzidas como espinho pelas demais línguas, ali estava como “stimulus carnis”
um desejo carnal, ou um sentimento. E dentro desse ponto que podemos observar que Paulo tinha suas
fraquezas em todas as suas áreas de vida.
Com toda a certeza Paulo poderia ter problemas em seu trabalho, problemas financeiros para dizer que
sabia enfrentar qualquer adversidade (Fl 4.12). Paulo sabia que sua doença debilitada poderia atrapalhar
a seu ministério mas a sua vida não era importante para ele (Fl 1.21-24). E sabia que tudo que ele
passasse a recompensa maior estaria o aguardando (II Tm 4.7-8). Nada separaria Paulo do amor de
Cristo e nada  afetaria-o em suas confiança no Senhor.

  1. A GRAÇA QUE TE BASTA.


O desejo de Paulo era ficar curado de suas dores e tormentos sim, é natural de um homem querer ficar
são, mas, quando Deus diz que a graça é o suficiente cabe a nós aceitarmos e reconhecermos a nossa
insignificância diante de Deus. A palavra graça é Charis (rraris), O qual podemos interpretar como aquilo
que te dar alegria, prazer, doçura, bondade de Deus. A palavra é muito mais que um favor imerecido, o
qual é o significado da palavra em português. E com esse conhecimento que eu pergunto o que lhe dá
alegria? Será que tendo a sua saúde e dinheiro no bolso trará a sua alegria e sua paz? Ou qual o seu
prazer? Estar rodeados de amigos, mulheres, jogando conversa fora pelas ruas da cidade onde moras?
Ou tem outra importância para você?
Para Paulo a graça era mais além dentro da peshitta siríaca a palavra graça está traduzida como
“Chesed” (rresed), a qual, podemos interpretá-la como amor, bondade, misericórdia. Que maravilha!
Um Deus dizendo para o seu servo. Olha Paulo “o meu amor, a minha misericórdia, a minha bondade,
o que te dá alegria a bondade de Deus” te basta. E porque nós às vezes esquecemos desta passagem.
Hoje mais uma vez. Deus está nos dizendo a minha graça te basta.

Shalom Lekulam. (Paz a todos)

Marchem

by outubro 01, 2019

"Disse então o Senhor a Moisés: "Por que você está clamando a mim? Diga aos israelitas que sigam avante." - Exodo 14:15

Uma situação inesperada alcança o povo de Israel. Seu inimigo volta a estar no seu encontro e Israel fica cercado pelo mar e as montanhas. O povo não vê saída para a sua situação e percebe que ele irá perecer. Tudo que Deus fez no Egito é esquecido e a falta de fé e de confiança no livramento vem atona.

A única solução é recorrer ao seu líder, Moisés, o qual se vê de mãos atadas sem nada poder fazer. No texto base podemos observar quatro verbos no versículo. Os quais vamos comentar sobre eles.

1 Clamar

O verbo clamar nós diz que devemos procurar ajuda pedir por socorro. Mas voltando dentro do hebraico a palavra aqui é "Tsaaq"  צעק אלי: clama a Deus. O verbo nós diz a forma do clamor dos filhos de Israel. O verbo pode ser traduzido por gritar, bradar, falar em alto som. O desespero tomou conta da vida de Moisés, a situação era de extrema calamidade e de urgência. Quando a esperança humana acaba o que resta e clamar e clamar e demonstrar o seu desespero para alguém. Um ato de pedir ajuda a espera de uma ordenança para seguir.

2. Dizer

Dividiremos em duas ações ou em duas palavras distintas dentro dos manuscritos. A primeira e "Amar" ואמר יהוה: E disse Deus; a expressão é falar, dizer, pensar. Três verbos que no português nós dá ações e acessos distintos a uma ordem do Senhor. A segunda é "Davar" דבר נני ישראל: diga aos filhos de Israel. A segunda tem seu significado de palavra, mandamentos ordenação e uma ação para sair de algo. A palavra nos leva a um ponto de ação que nos conclama para mudar de estado. O povo precisava de uma ação direta vinda do alto e mais uma ordenança que o Senhor deu ao seu povo.
Tudo tem que partir de uma ação direta quando estamos em situação de risco ou em apuros nós sempre iremos precisamos de uma ação direta e de uma ordenação a seguir.

3. Marchar

O quarto e o último e o que mais se prega se comenta em sermões expositivos pelas igrejas. A palavra é "Nasa" נסה. Nos escritos esta ויסו (marchem). O que nos manda a avançar, está pronto para a partida. Sim uma ordem que tinha uma ação. Avançar mesmo que parecesse impossível a saída a ordem era ir para frente. E estar pronto para que Deus agisse diante de seus olhos. Usando somente a fé em Deus o povo teria escape através de seu avanço diante das dificuldades postas em sua frente. 
Avance, conquiste e marche. Ordem dada a Moisés que se faz presente em nossas vidas. Diga ao povo que a salvação vem e que não precisa chorar apenas marche e conquiste aquilo que Deus preparou.

Shalom.

Chamados para fora.

by setembro 13, 2019
"... e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra". At 1.8
É interessante o significado das palavras e como nós entendemos errado em seu contexto e sua colocação. Os ensinamentos de Cristo foram bem explicados e bem colocados aos seus primeiros discípulos que passou para os seus discípulos e assim sucessivamente. Mas é muito comum com o passar do tempo que algum destes ensinamentos sejam deixados de lado e até mesmo esquecidos. Somos uma geração que se conforma com as migalhas de um evangelho puro. Somos levados a crer que isto sempre foi o correto e o perfeito para nós, mas, a ideia principal está muito longe do que vem acontecendo nesses tempos.
Jesus deixou uma ordem clara e bem simples, a qual, chamamos de "ide"(Mc 16.15). O interessante é que em nenhum momento ele nos diz que para ficarmos presos em um templo ou igreja, mas, ele nos manda estar fora, espalhados pelo mundo anunciando a sua palavra. Somos o sal da terra, mas o nosso sal está ficando sem sabor. Quando deixamos de fazer o que Deus nos manda. A nossa luz está ficando debaixo da cama escondida através de quatro paredes. E assim, deixando de iluminar. Quantos irmãos nossos estão morrendo por causa deles não poderem falar se Cristo ou simplesmente por causa de sua fé.

1. Igreja.

É interessante que o significado de igreja é “reunião entre cristãos em um local, ou um clube social onde pessoas se reúnem”. É o que ela tem se tornado. Uma reunião de membros crentes que se reúnem para adorar a Deus em uma adoração mecanizada e sem profundidade. O que estou querendo dizer é que igreja não isso igreja está muito além das reuniões dominicais ou sabatinas. Ela age de uma forma espontânea é livre para se ter uma adoração sincera ao Senhor, sem estar presa às liturgias estipuladas por seus líderes.religiosos. Cresci dentro de igreja sou neto de um pastor bastante respeitado no meio cristão brasileiro e mundial. Conheço a liturgia decorada já dirigi diversos cultos desde a minha infância preso às tradições ritualísticas da Assembléia de Deus.
Ser igreja não é estar dentro de um templo reunido com pessoas que também professam a mesma fé que você. Ser igreja é mais além e saber escutar o seu irmão que estar do seu lado e ajudá-lo. E estender o braço a uma pessoa caída em um mundo sem esperança.

2. Ekklesia.


Ser igreja é ser ekklesia. O interessante é que a origem da primeira palavra é justamente a segunda. A origem da palavra igreja vem da junção de "Ek" para fora e mais a palavra "klesya" chamados. Logo, em sua origem ela nunca foi para ser uma reunião ou clube social. Mas, está espalhada pelo mundo pregando a salvação de Cristo. Nós nos consideramos ser o corpo de Cristo e não fazemos o que ele fazia. As palavras de Jesus para o jovem rico é o filho do homem não tem lugar para passar a noite (Lc 9.58).
Ser ekklesia e dar continuidade aos passos de Jesus e anunciar as boas novas que chegou a todos. E ser seu servo é fazer a sua vontade independente do sistema que você segue e seguir a Cristo e ser Ekklesia (Igreja).

O que nós falamos?

by agosto 30, 2019
"Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração." Mt 24.34

O que nós falamos? É interessante o número de assuntos que possam surgir no meio de uma simples conversa ou um diálogo entre duas pessoas. Os seres humanos têm a capacidade de sair de um assunto grave para um tema descontraído em algumas frases. Assim, mudando o teor, o clima e a tensão estabelecida por um assunto grave.
Mas o que temos que proferir em nossa boca? Será que teremos que apenas falar de Cristo? Não, mas as nossas ações e atitudes tem que ser para que Ele seja glorificado. O que nos prende ao conceito do que seja correto e do que devamos proferir?

1. A língua.

O apóstolo Tiago em sua carta diz que a língua e o menor órgão do corpo, mas pode colocar o corpo todo no inferno (Tg 3.5). Ora o órgão não é de pequena importância é através dele que os sons da fala são distinguidos e assim temos uma fácil compreensão da mensagem falada. Sentimos os sabores da comida e distinguimos se eles são doces, salgados, amargos, azedos é com esse pequeno órgão que conseguimos distinguir todas as essas coisas.
Através da língua e da boca é que nós glorificamos a Deus e amaldiçoamos o próximo (Tg 3.9-10). Ora o grande problema e que da mesma fonte sai duas coisas distintas é que árvore nós estamos sendo? Qual é a leitura do nosso coração pelos outros?

2. O coração.

Já dizia o sábio: "o coração é a raiz de todos os males". Mas, o que é o coração descrito no versículo. Ele nada mais é do que os desejos e vontades das pessoas, ou o ser em si. Logo, ao estamos falando sobre o coração falamos de nós como seres viventes e de pessoas que tem atitudes próprias e diferentes das demais.
Ao referir que a boca fala aquilo que o coração está cheio, Jesus quis dizer aquilo que, você é aquilo você anuncia e demonstra ser. Uma pessoa que tem o amor de Cristo sempre dará a ênfase e ele como sendo a parte essencial ou mais importante para ela. O que está sendo importante para você?

Shalom Lekulam.

O ungido do Senhor

by agosto 23, 2019
“Não toqueis em meus ungidos, não maltrateis meus profetas!” Sl 105.15


Sem dúvida é uma frase usada por muitos líderes religiosos ou seguidores fiéis de determinados líderes. Mas, o que é ser ungido do Senhor? Dentro das páginas sagradas só existe três tipos de unção. O leproso após a sua cura (Lv 14.26-32); O sumo sacerdote (Êx 29) e a unção sobre rei (I Sm 16.12). Não existe outro tipo de pessoas que foram ungidas ou que era para ser ungidas nas páginas sagradas. Mas quem seriam os ungidos do Senhor e porque não tocá-los.


1- Os ungidos.


Dos três tipos de unção dentro da bíblia duas deles era para cumprir cargos importantes no governo de Israel. O Sacerdote, que representava todo o poder divino e a representação de Deus ao povo e o rei que era autoridade civil, militar e política de toda a nação. Apenas essas duas pessoas eram ungidas para fins definitivos já que, as duas funções eram para cargos vitalícios (até a sua morte). Vejamos agora a passagem de Davi (I Sm 26.11) ele sabia que sobre a vida Saul havia sido derramado o óleo da consagração o qual dava o direito a ele de ser um escolhido de Deus ou um enviado de Deus para os homens. 
Mas de onde vem esta palavra “ungido” o que ela significa? Vamos para os texto dentro do original hebraico vou colocar o transliterado aqui:
“Al tiguehu beMishihay velibiay al tareu”
A palavra que está grifada (Mishihay) se origina da palavra Mashiach  (Messias) conhecido como enviado. Então eram pessoas que Deus enviara a terra para funções determinadas. Interessante é que essa palavra é atribuída em sua forma original a duas pessoas no velho testamento. Primeiramente a Ciro, o libertador de Israel do cativeiro (Is 45.1) e a Jesus o Massiach prometido.


2. O Cristo.


Ainda dentro do texto de Is 45.1 ao pegarmos a versão da septuaginta (tradução dos escritos da tanach para o grego) a mesma palavra ungido está escrito como χριστω (Cristo). Logo, esta palavra podemos relacionar diretamente com Cristo Jesus nosso salvador e enviado de Deus aos homens. Muitos dizem para nós não tocarmos nós ungidos de Senhor nós dias de hoje, mas, em nenhuma passagem dentro do novo testamento vemos um discípulo sendo ungido com óleo para ser enviado a missão. E sim vemos eles recebendo oração com imposição de mãos para que Deus abençoe eles em sua jornada (At 13.2-3). De nenhuma forma analisamos que eles se intitulam como ungidos (cristos) do Senhor, mas, como enviados.
Mas em Mt 24.5 nós diz que surgiram falsos cristos (ungidos), que enganaram o povo e farão grandes milagres e enganarão até mesmo os escolhidos. Então sou profeta do Senhor e não pode me tocar ou fazer mal a mim. E ainda tem esse pequeno detalhe mas as ´páginas sagradas nós diz outras coisa a respeito dos profetas.


3. Os profetas


Muitos os dias de hoje se intitulam profetas do Senhor, mensageiros de Deus ao povo para exortar a igreja e levar a palavra. Eu creio no dom de profecia, a qual Deus dá às pessoas que ele quer e para fazer a sua vontade. Mas o que Jesus falou sobre os profetas? No livro de Lucas nos diz: “A Lei e os Profetas profetizaram até João. Dessa época em diante estão sendo pregadas as Boas Novas do Reino de Deus, e todos tentam conquistar sua entrada no Reino.” (Lc 16.16). Ora o ministério profético teve seu fim sua importância era anunciar a chegada de Cristo para os Judeus e o último foi João Batista.
Porque querer fazer uso de títulos que já não se tem utilidade? Será que é preciso voltar para o básico? Porque, o ensino atual desvirtuou por completo o nosso entendimento? Voltemos ao evangelho, vivamos a simplicidade e viver ele da forma mais pura e simples como ele é.


Shalom Lekulam.

(Paz a todos).

Vida Ministerial (Eli, o sacerdote sentado).

by agosto 19, 2019
A vida ministerial tem seus altos e baixos todos os obreiros e líderes tem plena convicção. Grandes nomes tiveram os seus problemas e seus auges mas, a bíblia vem e nós fala de um a qual, vou descrever a sua vida aqui. O sacerdote Eli encontramos ele no livro de I Samuel nos primeiros quatro capítulos. A vida dele conhecemos pouco, sabemos que ele era um Juiz de Israel, o qual, julgou por quarenta anos. Pai de dois filhos que eram sacerdotes igualmente a ele. Fora esses detalhes não sabemos mas nada sobre ele.
Mas, nós capítulos conhecemos um pouco sobre o seu ministério sacerdotal. Não posso afirmar que ao longo de sua vida ministerial tenha sido todo desse jeito que será exposto aqui. E nem posso afirmar que tenha sido diferente da qual nós lemos nas páginas sagradas.

1. Julgava sem conhecer.


Essa sem dúvida podemos dizer que era um erro constante na vida de Eli. O segundo contato que lemos sobre o sacerdote ele está julgando Ana, mãe de Samuel (I Sm 1.12-14). Seria mais fácil ele se aproximar daquela mulher e perguntar o que estava acontecendo ou que motivos a levou para tal ato. Mas, como em muitas das vezes preferimos agir como Eli e passamos a estar no lugar de juiz e tomamos partido do lado em que nós apraz ou que temos mais afinidade.
Afinidade seria outro problema na vida de Eli, seus filhos, homens de Belial, sacerdotes que desobedeciam as leis de Deus e praticam prostituição, descaso com as leis de Deus, lascívia e outros atos mais (I Sm 2.22-25). Ele era conhecedor dos crimes de seus filhos. Mas, ao invés de afastá-los e corrigi-los preferiu permanecer como estava.


2. Não ouvia a voz de Deus.


Esse era um outro ponto crucial na vida do sacerdote. Eli era homem para estar a frente do povo e consultando a Deus e escutando a sua voz para transmitir ao povo seus mandamentos. No livro de Levítico lemos que a função dos levitas e sacerdotes estavam ligados a diversas áreas do povo, as quais, envolviam área medicinal, civil e religiosa. Muitos hoje agem da forma de Eli esquecem do Deus a que eles servem e passam a ouvir a sua própria voz e sua presença se auto proclamando deus. Não que a bíblia relata, mas, parou de ouvir e fez pouco caso do Senhor.
Eli tivera uma vida de comunhão com Deus, sabia reconhecer a sua voz. Mas, com o descaso e o seu comodismo fora grandemente advertido pelo profeta o qual decretou o final de sua linhagem sacerdotal. A vida era sem sentido para o sacerdote ao ponto de um pequeno menino criado por ele ser mais cheio que ele e mais temente a Deus. Aquele que era para ser consultado passa a consultar (I Sm 3.18-18). Todo o descaso de Eli para com Deus Samuel fez ao contrário se aproximava cada dia mais.


3. A morte sentada.


E assim resumimos a vida de Eli, um sacerdote que iniciou sentado e morre sentado. Para ele estar diante do tabernáculo ao noventa anos ele só podia ser o sumo sacerdote. Uma vida que terminou longe de Deus, sem crédito e sem geração. Termina igualmente como o significado do nome de seu neto que nasceu no dia de sua morte. ICABÔ sem Glória.
Quantos líderes nos dias de hoje está.da.mesma forma que Eli? Preferindo ser servidos do que está disposto a servir. Com o ego mais alto que a sua cabeça e fazendo seus liderados tratarem como deuses e não consegue enxergar o erro de sua própria geração. Não sejamos iguais a Eli, alcancemos corações voltados ao Senhor nosso Deus para que assim, possamos estar firmados e prontos para o dia de sua volta.


Shalom Lekulam (Paz a todos).

Os Bereanos

by agosto 13, 2019
"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim." At 17:11

Existem pessoas que amam estudar a palavra de Deus independente de seu credo ou religião e daquilo que eles acreditam. A bíblia e sem dúvida um dos livros se não for o livro mais vendido em todo o mundo. Assim, como esses apaixonados por ela existiam uns judeus na cidade de Beréia que eram sábios que estavam sempre em busca da verdade e pesquisava constantemente sobre as verdades contidas dentro dela.
É fato que desde o século I existiam pessoas que queriam tirar proveito da fé dos judeus que julgavam-se sendo o Cristo ou até mesmo ensinar uma outra religião para eles. Criando assim, as vertentes existentes no século I.

1. Pessoas sábias e diferentes dos outros.

Em Beréia essas pessoas falsos mestres não se davam bem, pois, os bereianos iam para dentro das escrituras e liam passagens para ver se era verdade. Assim, confirmando tal ensinamento como verdadeiro ou falso conforme a escritura. Nas outras cidades como observamos não tinham esse zelo pela palavra os quais podiam ser enganados facilmente ou tinham a dificuldade para aceitar as corretas interpretações bíblicas das passagens proferidas em suas reuniões.

2. Estudiosos das escrituras.

Quem gosta de ler a palavra sabe o tempo que tem que ser gasto para nós meditarmos constantemente nelas. Jesus nos deu um exemplos de Natanael, um judeu que fora apresentado a ele por Filipe (Jo 1.47-51). Ele era uma pessoa que passava um tempo determinado meditando nas escrituras não somente por ler, mas, para meditar e colocar em seu coração as palavras que estavam ali escritas. Poderíamos chamá-lo de bereiano, pois, o mesmo estava ali para se alimentar do alimento escrito por Deus deixado para todo o seu povo.
Não poderei dizer se me perguntarem qual era a passagem ou que ele estava estudando naquele momento, mas ele estava cumprindo o "Shema Israel" (Dt 6.4-7) para guardar os ensinamentos que ali estavam escritos para ele e sua nação.

3. Aptos a reconhecer o evangelho.
Natanael conhecia as escrituras mas, pelo visto ele não conhecia muito bem já que perguntou se vinha algo bom da Galileia. O profeta Jonas filho de Amitai (II Rs 14.25; Jn 1.1) era descendente daquela região e natural talvez por falta de procurar tantas outras questões nas escrituras não se atentou para isso, ou simplesmente pelo fator histórico cultural daquela época. Sim, Natanael pode vir algo bom. Ao longo dos anos que passou com Jesus ele viu os sinais e maravilhas que foram realizados no meio do povo e teve a certeza de que Jesus era o Massiach. Os Bereianos eram mais sábios que Natanael, o quais estavam constantemente vendo dentro das escrituras as palavras de Paulo falaram para eles sobre o Mashiach. E eles creram que Jesus era o prometido e que a sua redenção já tinha chegou e eles não aceitaram.
Sejamos sábios e como os bereianos, os quais, estavam constantemente dentro das escrituras para corrigir e verificar se aquelas palavras estavam corretas. O zelo pela palavra tem que arder em nossos corações como fogo que nós consome e única esperança que temos deve estar nela.

Shalom.

Dois tipos de adoração (VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR).

by agosto 02, 2019
"Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano." Lc 18.10
Lemos diversas vezes no novo testamento a palavra fariseu. E pouco sabemos sobre ela. Em breve relato uma seita.judaica do século II a.C. que preservam as tradições e as escrituras. Eram frequentes nos templos e nas sinagogas e por muito tempo foram os principais perseguidores de Jesus em seu ministério. A passagem nos fala sobre adoração e onde vamos ver como eles adoravam e adentrarmos nesse contexto.


1. O fariseu.


Na passagem de Lucas dos cinco versículos três são dedicados a ele. O que analisamos ali é a sua oração a Deus. Eram pessoas que estavam em constante oração e no templo se dedicavam ao serviço de Deus e estavam em pé. Suas ações.muitas vezes não condiz com aquilo que eles defendiam o qual era alvo de constante embates com Jesus (Mt 23.23). A oração parece mais uma exaltação ao seu ego do que uma pronúncia de gratidão a Deus por tudo que ele fizera. E faz a comparação com o simples publicano.
    Aquele fariseu estava preso às tradições e dogmas religiosos que foram impostos por eles mesmos. Se esquecia da simplicidade da lei. E de concordar que você obedecer as 613 leis estipuladas por Deus dentro do judaísmo não era uma tarefa tão fácil e se descumprisse uma estava sendo vítima de todas as outras. Mas em seu momento de adoração ainda usava para menosprezar e engrandecer a si mesmo. Muitas vezes o nosso agir está igual ao do fariseu presos por dogmas religiosos e julgamos aos que achamos que são pecadores e não merecedores da graça de Cristo.


2. O publicano


O mais famoso desta classe e Zaqueu (Lc 19). Alguns deles como Zaqueu, eram judeus que trabalhavam para o império romano. E eram criticados por estarem explorando o povo cobrando os impostos. Mas, voltarei para o Fariseu o qual dentro das tradições judaicas explorava a fé do povo para obter iguarias e lugares de honra. zombava de um pecador, o qual, na sua visão não era digno de estar naquele lugar. O apóstolo Paulo nos diz que todos pecaram (Rm 3.23) e por causa disso estamos longe da presença de Deus.
O publicano estava com o sentimento de culpa de uma pessoa que sabia que errava constantemente e que conhecia que era indigna por estar dentro daquele lugar sagrado. As vezes pensamos que igreja é lugar de pessoas perfeitas. Mas, é onde nos enganamos somos imperfeitos e como o publicano a nossa adoração a Deus tem que ser simples, e reconhecendo a nossa insignificância para com Deus e as nossas limitações.


3. O que alcançou justificação


    E para muitos cristãos de hoje, acham que agir como o fariseu é estar justificado. Ser cumpridor de todos os rituais, estar diariamente na igreja, participando de congressos, encontros, cultos, células ou grupo pequenos. Estar dentro de toda a liturgia estipulada pelos homens que muitas vezes fogem do padrão das escrituras. O pecador, para o religioso saiu completamente sem nenhuma reconhecimento de Deus por causa de suas ações. Mas, jamais imaginaria que as suas ações não estaria sendo aceitas.
Jesus nos mostra que a humildade do publicano o justificou (Lc 18.14), pois, reconheceu o seu erro e sabia que não era digno para estar ali naquele lugar. Reconhecer nossas fraquezas e saber que só há um Deus em todo o mundo.

Shalom lekulam.
Paz a todos.


Paz a todos.

O vaso

by julho 29, 2019
"Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras" Jr 18.2


Sem dúvida é uma passagem a qual eu tenho muito medo na bíblia é a de Jeremias 18. Mas ao conversar com um amigo me veio uma grande reflexão sobre esse tema. Se nós aprofundarmos bem dentro da passagem e buscarmos ajuda extra bíblia (comentário, textos originais e outros) encontraremos grande profundidade no tema. O versículo segundo é um chamado a ir a um local. Muitos pensam que seria perto de onde ele estava, mas era em um lugar que ficava próximo de Hinnon, que fica ao sul de Jerusalém (Mt 27.7; Zc 11.13). Era um lugar onde os oleiros trabalhavam tinham o barro necessário para fazer a suas obras e era um terra fértil e abastecida por águas.
O deslocamento do profeta não foi pequeno de onde ele estava teve que ter o sacrifício de estar em um lugar determinado para que ali ele pudesse escutar a voz de Deus. Mas, ao chegar ele não ouviu a voz de Deus de imediato, ele analisou e observou a situação do oleiro em seu trabalho diário. E nesse ponto chegaremos a algumas conclusões.


1. O material.

O Vaso era feito de barro do pó da terra que misturado a água vira a lama que dá a consistência necessária para o oleiro fazer o barro. O livro de Gênesis nos mostra uma criação de Deus importante realizada deste mesmo material. A criação do homem se dá através da obra de um oleiro o qual pega o barro molhado e modela conforme a sua vontade (Gn 2.7). Ora a passagem através da analogia nos traz novamente a criação do homem e demonstra que toda a vida do povo de Israel ele tivera feito. Até chegar ao ponto de venda o processo do vaso é longo e demorado existe a escolha do material correto, tem que ser peneirado, molhado, criar a consistência correta para que ele fique duro durante a modelagem e a temperatura do forno, tem que ser a ideal para que não rache o vaso na hora que estiver assando e nem muito baixo para que demore.


2 O processo é recomeçado.


Às vezes não temos a noção de quando é difícil de se realizar um trabalho que nunca fizemos. Assim, o oleiro sabe o real valor de sua obra e o tempo que demorou para ele construir e terminar a sua obra. O profeta percebe que no meio da obra o vaso se quebra. O verbo usado é sahat o que é interpretado como danificado ou destruído. Não sabemos em qual processo ele foi quebrado. O vaso desde a formação da sua liga pode dar problemas e apresentar falhas e quebrar. E o oleiro torna a fazer novamente o vaso.
O material é importante para o oleiro o que ele tem que refazer do mesmo material e recomeçar o processo desde o princípio para poder finalizar o vaso. Lendo a passagem me lembrei de João Marcos, primo de Barnabé, no meio da viagem missionária ele abandona Paulo e Barnabé. Após ser motivos de briga entre Paulo e Barnabé. O apóstolo chama ele novamente, pois, agora ele era útil para Paulo (II Tm 4.11).


3. O outro vaso

A nossa vida é um processo contínuo de mudança, somos levado a tomar decisões diariamente. e constantemente estamos nas mãos do Senhor que nos molda conforme a sua vontade. Quando o novo vaso é finalizado ele assume outro caráter e outra personalidade. Assim, o profeta percebe que mesmo após quebrado e feito é necessário passar por uma nova mudança (Jo 3.3-7). Às vezes uma simples mudança de atitude se faz necessário (Rm 12.1-2) para que possamos estar no centro da vontade de Deus.



Shalom.
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