A plastificação da adoração

by dezembro 07, 2018

"Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano." Lc 18.10



Claramente vemos duas diferenças enormes entre o fariseu e o publicano. Dois tipos de classes sociais existentes na época de Jesus. O motivo que subiram ao templo era o mesmo adorar a Deus e fazer suas orações. Um dos fatos interessantes é que as orações eram realizadas de formas diferentes das que nós temos nos dias de hoje. Mas, a necessidade é a mesma, e aqueles dois homens tinham essa necessidade.
Pensamos que Deus esteja se agradando de nossa conversa com ele e nossa aproximação. E fica pergunta para todos: “Deus está realmente se agradando? Estamos vivendo a forma correta de adorar a Ele? Ao analisarmos as duas classes vamos encontrar diferenças grandes no comportamento de ambos.

1 - O fariseus (o religioso).

Muitos embates dentro dos evangelhos fora com os fariseus, os quais julgavam ser mais santos que os demais. Seguidores de uma tradição severa e cheios de orgulho sentiam que eram especiais ou os donos do conhecimento.
A oração do fariseu me chama a atenção. A sua prepotência para com o publicano e a falta de amor demonstra o que ele era realmente. O que vemos em nossos dias? Muitas vezes os novos fariseus mudaram as palavras. Deixaram de fazer a comparação com o publicano e passaram a exigir bens materiais e as bênçãos do alto. Sim, o foco alterou e a mesma falácia continua. Eu jejuo, oro, visito, eu sou melhor do que aquele irmão que não faz nada. A vida dos atuais passam por tempos de ampla posição social dentro das igrejas. Status sem dúvida para alguns e o pior pecado que possa se cometer atualmente. Deixaram de lado os ensinamentos de Cristo, que o maior tem que ser sujeito ao menor.
Chamamos hoje de evangelho a mistura de diversas denominações que têm crenças e dogmas diferentes. O que é realmente ser cristão? Atualmente é uma pergunta que  pequeno grupo vem se perguntando.

2 - O publicano.

Talvez ali estivesse um cara igual a Zaqueu, que roubava o povo e que enriqueceu de forma ilegal. Estaria no templo a orar uma pessoa que não era bem vista pelos judeus, por trabalharem para Roma, não temos essas informações dentro do texto. Mas, o que bem chamar atenção é o fato que ele teve uma ação inesperada para com Deus.
E nesse momento em que os papéis se invertem no modelo das duas orações. Um se enchia de orgulho por causa de suas obras e o outro reconhecia o seu eu. Jesus ao descrever a parábola diz que ele não era digno de olhar para o alto ao fazer a sua oração. Sinal de reconhecimento de soberania, realeza e autoridade maior do que ele.

Conclusão

O que dizer de nós? Quantas vezes estamos agindo como o fariseu e esquecemos que a nossa real condição para com Deus e ter a atitude do publicano. Queremos aquilo que Deus tem a oferecer e para isso mostramos nossos cargos e nossos feitos para com Ele.
Porque deixar de lado o verdadeiro eu pecador e falho que somos diante dEle.
Que possamos refletir sobre nossas ações e realmente sabermos como está a nossa adoração. Se está plastificada pelo egoísmo e pelos rituais religiosos como os fariseus ou uma pura e que reconhece a verdadeira condição de ser inferior e falho.

Shalom Lekulam.

Largando a promessa.

by dezembro 03, 2018
"Disseram mais: Se achamos graça aos teus olhos, dê-se esta terra aos teus servos em possessão; e não nos faças passar o Jordão." Nm 32.5

      As lembranças do Egito eram constante na vida dos israelitas, suas paixões por ter um lugar fixo, sem passar fome e sede ou até mesmo do alho poró o qual foi uma das queijas deles para com Moisés. Perto de entrar na terra prometida devido as vitórias do povo sobre as cidades dos amalequitas. As pastagens daquela região chamou atenção dos filhos de Ruben e de Gade o qual a desejaram para possuí-las.
      A advertência de Moisés para as duas tribos foi grande e relembrou todos os passos de seus pais os quais desmotivaram toda uma geração, por não confiar em Deus e na sua promessa. Pode-se dizer que eles queriam apenas um lugar pra ter a suas casa e suas cidades, pois, os quarenta anos vivendo no deserto com a esperança de ter uma terra própria que estava a sua frente.
      O ato de egoísmo poderia desmotivar todas as outras tribos para não atravessar o Jordão e ficando apenas reduzidos aquela pequena extensão de terra. Essa foi a preocupação de Moisés ao ver o pedido. A maior parte da terra estava dalém do Jordão. Por isso as outras nove tribos e meia precisavam ultrapassar para poder receber a sua parte.
     As duas tribos e meio podem ter agido de forma egoísta para com as outras tribos, já que a preocupação deles estavam somente nele e não no todo. Quantas vezes não agimos assim? Abandonamos a nossa promessa por vermos uma terra boa para nós descansarmos? É deixamos o melhor aquilo que Deus quer dar para nós por causa dos nossos atos de egoísmo. Perdemos o que era nosso por termos medo de passar o Jordão e conquistar toda a terra. Conquistar não é para todos e para aqueles que querem sair da zona de conforto e avançar em rumo ao desconhecido e confiar nAquele a quem nós enviou a cumprir essa missão.


Shalom Lekulam (Paz para todos)

Porque adorar?

by novembro 30, 2018
“E disse: Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor”
Jó 1.21

Este livro sempre me chamou a atenção pelo seu conteúdo e enredo precioso. Muitas coisas podemos tirar como lição de vida sobre este personagem que esconde segredos sobre a sua existência. Segundo a cultura judaica Jó não existiu, alguns afirmam que ele fora contemporâneo de Abraão ou até mesmo de Jacó, sendo a segunda esposa de Jó a filha de Jacó. Prender-me-ei nesse simples versículo(Jó 1.21), como na maioria dos textos, interessante a respeito do versículo e que, a esposa dele estava certa, não havia mais porque insistir em ser fiel. Perdera tudo o que segundo a mente da esposa ele tinha. Filhos, gados, bens, servos e por último a sua saúde.
Com a velha ação da teologia da prosperidade e a nova teologia que prende o neófito mais do que liberta. Observo que o conceito de adoração vem mudando e o seu grande ponto é adorar da forma que lhe traga algo em troca. A ideologia de obedecer ou adorar a Deus para ser engrandecido e ter bens materiais. A ideologia não é do século XXI apesar que seus grandes defensores são do século XX e estão presente em nosso século. Jó sofreu essa falsa acusações de seus amigos. Ao longo de 36 capítulos podemos ver dois momentos Jó sendo acusado que estava em pecado e cometera algo que Deus não se agradou e ele defendendo-se das diversas acusações.
A nossa vida é assim dessa forma, hoje trocamos o Deus dos amigos de Jó pelos nosso pastores e líderes espirituais. Onde muitos levados pela nova teologia de que obedecer ou ser fiel a homens e mais importante do que os princípios divinos e os seus mandamentos. Ora, como podemos agir dessa forma? A triste realidade de nossa geração que se perde por não conhecer devidamente a palavra de Deus e o Deus que a palavra mostra.


1 - Porque adorar?


É a pergunta chave deste artigo porque? Me colocarei na incredulidade ou na falta de fé da esposa de Jó e direi: “Acabou tudo não tem motivos para se adorar a um Deus”. Seus pensamentos podem ser que estivesse perdendo a crença em Deus. ver a situação desprezível de seu marido era grande para ela e para os seus amigo (Jó 2. 7-8, 11-13). Mas a fé inabalável dele estava firme. Ora pelas quatro qualidade de Jó postos logo nos primeiros capítulo do livro diz que ele não pudera estar em falha diante de Deus (Jó 1.1,8; 2.3). Sem duvidar muitos de nós já teríamos blasfemado contra Deus. Ele realmente não tinha razões para ser fiel e estar diante de Deus. Filhos, patrimônio, gados, servos e sua saúde perdera o que ele tinha ainda de bem em sua vida?
O grande rei Davi foi sábio e conhecia muito bem o poder de ter aquilo que Jó tinha neste momento de necessidade de sua vida. O Senhor é o meu pastor e nada me faltará” (Sl 23.1). Para um não conhecedor pode parecer errado a colocação dessa passagem do Salmo mais conhecido e recitado mundialmente. Davi não quis dizer que ele teria de ter tudo à sua disposição para ter o Senhor e nem que Ele lhe daria tudo aquilo que você precisa. Assim como Davi. Jó tinha a convicção de que ele não perdera nada. Tudo que tinha sido levado ele poderia recuperar e ter novamente. Mas, o Senhor de Davi ficasse longe dele, tudo faltaria e ele não seria ninguém.
A verdadeira ação e motivo que Jó nunca deixou de adorar a Deus é que o bem mais precioso que ele tinha não ficara longe dele. O quantas vezes nós pensamos: “Senhor tu nos abandonou, estou só”. Nesses momentos que somos levados pelas necessidades da vida vemos o quanto a nossa adoração está muitas vezes baseadas em nosso bem querer. Aceitamos as benção que Deus nos dá mas não queremos aceitar quando ele nos tira. (Jó 2.10). A confiabilidade é tamanha de Jó naquilo que ele não via e nem conhecia. Ora a experiência levou ele a um grande patamar de intimidade com Deus (Jó 42.5-6).


2 - Quando a graça basta.


Para ele somente a presença de Deus era o suficiente. Os maiores líderes e heróis da bíblia reconheciam que seu maior triunfo não era as suas batalhas, suas casas, seus bens, seu dinheiro e seu conforto. E sim a quem eles serviam e que todos os planos estavam postos diante dEle. (Jó 42,2). “A minha graça lhe basta” é uma frase que gostamos de ser lembrados mais sem duvida e difícil de aceitar.
Paulo teve que escutar essa frase por três vezes ao orar a Deus para resolver seu problema (2 Co 12:9). Um homem que levou o verdadeiro evangelho de Cristo aos quatro cantos da Europa. E não conseguira se livrar de um espinho em sua carne. Como pode Deus não ouvir uma oração de um servo como Saulo? Mesmo com tudo isso ele aprendeu que a força de Deus se aperfeiçoaria nessa fraqueza. E que mais importante era saber para onde ele ia do que estar aqui neste mundo. No Livro de Hebreus (Hb 11) vemos diversos personagem que tiveram diversos motivos para negar a Deus, mas foi através da fé que eles mudaram a sua história.


Conclusão


Em Hb 11. 25-27 nessa passagem explica o verdadeiro motivo de que Jó nunca deixou de adorar pelo simples fato de desejar o que tinha de melhor. Não estava aqui onde a traça corroí, mas sim no alto onde é a morada daquele em que ele confiava. (Mt 6.29).


Shalm Lekulam

A terrível visão de Deus

by novembro 24, 2018
"No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo." Is 6.1

Todos nós sempre tivemos a curiosidade de saber mais sobre Deus, sem dúvida a forma de Deus é o ponto auge para todos aqueles que nEle crer. Como é a sua face? como é Deus? Dentre muitos servos e filhos poucos tiveram a grande oportunidade de um encontro face a face. Poderíamos dizer que nenhum homem sobreviveria diante da real presença de Deus (Ex 33.20). Ora o que falar de pessoas que foram especiais dentro dos relatos bíblicos? Será que estes relatos contidos estão faltando com a verdade? Como podem afirmar que tiveram um encontro pessoal com um ser que ninguém sabe a sua forma definida.


Moisés


Esse foi um grande passo para Moisés, desde os capítulo 3 do livro de Êxodos podemos ver a vida que ele aos poucos vai obtendo com o Deus invisível ou até mesmo a um Deus desconhecido pelos diversos povo antigo. Ao passar dos mais de quarenta anos de convivência e com um intimidade elevada com Deus. Moisés ousa a fazer o simples pedido. A face de Deus, creio que todos nós servos dele deveríamos ter o desejo e o anseio de ver a face. Moisés aprenderá que estar diante dEle era a melhor coisa para o seu povo e para ele.
O primeiro sinal de que Deus não iria com ele fez com que ele alterasse por completo a sua decisão. Deixar o Monte de Deus (Horebe) e ir para o meio do deserto sem a sua presença? Ora, um amigo conhecedor jamais deixaria Aquele a quem era tudo que ele tinha. Moisés aprendera a viver pela fé em um ser que ele não vira a face. Acostumado em uma época onde ter uma imagem ampla de um Deus era essencial, ele ousou a ver o diferente. O que ninguém via ele conseguiu ver o além. No livro de Êxodos 33 para mim é a história mais bela de todas como um ser feito de pó ousaria a desafia um ser supremo com um simples pedido. No mesmo capítulo ninguém poderia ver a face de Deus sem morrer ao ponto de se colocar a vida em risco apenas por um momento com Deus.
Não tinha nenhuma noção do pedido que ele estava a fazendo naquele momento a mudança em sua vida seria visível, e choque da presença real mudaria o semblante de Moisés. A bíblia relata que após o encontro o rosto dele brilhava ou estava reluzente. Sim um choque para as outras pessoas que não sabiam o que se passara durante aquele segundo período de quarenta dias no monte.
Isaías


Aquele monte era especial para os midianitas e passou a ser especial para os israelitas também, ter lugares próprios para um real adoração ou para se manifestar sempre foi a intenção de Deus. E dentro desse contexto de lugar que nos leva a mais de 500 anos depois de Moisés a um templo na cidade de Jerusalém, a capital da terra prometida, e a um levita chamado Isaías. Não seria de se estranhar em lugar de adoração como aquele ter encontros maravilhosos com o Deus verdadeiro. Antes de continuar me volto para a consagração do templo, ainda no reinado de Salomão, templo magnífico todo coberto de ouro, construído para ser o melhor dentre todas as nações para um Deus. Nos relatos do livro de I Rs 8 vemos que a  Kavod se manifestou naquele lugar. Um momento sem igual para aqueles que estavam naquele lugar pessoas que não conseguiram ficar de pé diante da Kavod (Glória) de Deus.
E nesse lugar após um trágico dia filho de Levi vai ao templo. Não sabemos o que os outros estavam fazendo ou onde eles estavam a não ser dentro do templo com seus afazeres. E um jovem tem uma visão. Is 6.1  “Eu vi Deus sentado em seu trono e a orla de seu manto cobria todo o templo”. Que visão! Não sei o que aconteceria comigo ao ter a mesma experiência do profeta Isaías. Ao longo de todos os anos de leitura da bíblia e dessa passagem um fato me chama atenção. Em nenhum momento Isaías consegue descrever Deus. temos o trono e o manto. Duas características para um rei soberano. A Kavod era inigualável que Isaías nem ousou descrevê-la.
A sensação do profeta era apenas uma que ele morreria diante de tanto poder e soberania que o consumia a sua carne pecadora (Is 6.5). E Moisés escapou da morte durante os oitenta dias no monte (dois períodos de quarenta dias). Ora a visão era terrível ameaçadora e ao mesmo tempo trazia sepaz para os dois profetas. Muitas vezes achamos que ao encontrarmos com Deus ele virá e nos trará paz e todo o ambiente será contagiado com a sua glória.


Paulo


Dentre os três exemplos nenhum deles tiveram essa experiência de ter um tempo de paz ao ficar frente a frente com a face de Deus. Os dois eram fiéis a Deus crentes que ele era real. Mas, quando o seu Deus se torna homem? Sua religião e povo com leis severas para quem ousasse a se chamar de Deus ou ousar dizer que existia um outro Deus além do ser invisível. É essa era o conceito de Saulo sobre Jesus um charlatão falso profeta que fora morto devidamente pela lei judaica. E agora seus discípulos mereciam ser mortos por estarem pregando a grande heresia. Mas, sempre existirá um caminho de Damasco na vida dos incrédulos. O livro de Atos capítulo nove nos relata a grande encontro. Apenas uma forte luz no meio do caminho foi o suficiente para que Saulo mudasse seu conceito.
Ver a grande luz no meio da estrada poderia ser apenas um simples raio que caiu na estrada, o que pode ter ocorrido, já que não temos informações concretas sobre o clima daquele dia. Mas, e a voz? Sim um encontro maravilhoso que fez com que sua vida mudasse.


Conclusão


Ver a face de Deus ou contemplar a kavod de Deus e sem dúvida algo maravilhoso. Mas, pensamos que é lindo belo mas, a presença de Deus pode ser terrível. Todas as manifestações da kavod de Deus teve grandes alterações naqueles que as presenciaram. Moisés, Isaías e Paulo foram alcançados de forma maravilhosa por causa de seu encontro. Deus age como ele quer, três pessoas que foram mortas estando vivas pro causa de um simples encontro.
Moisés após o seu encontro o seu rosto brilhava e se tornou diferente dos demais de seu tempo. Isaías profeta de lábios impuros teve seus lábios mudados após o encontro lábios proféticos. Profetizou sobre o Mashiach e suas.vindas. Paulo o perseguidor daquilo que não podia perseguir se encontra com.o seu objetivo e tem sua vida mudada após ficar com.
Todos mudaram morreram de uma forma para viverem de outra forma, não existe nada que permaneça da mesma forma após o encontro da presença de Deus.


Shabat Shalom.
     

A Verdadeira Alegria

by junho 17, 2018


“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”. Fl 4:4-Almeida “FIEL”.



Esse é o tema central da carta aos Filipenses, a alegria! Mas não qualquer alegria, é uma muito específica e que só é possível para quem vive em  proximidade com o Senhor. “Alegrem-se”, diz o apóstolo, “no Senhor”. Ele repete várias vezes, o tema está lá, de um modo ou de outro, em todos os capítulos.
Falamos disso antes, “é um contentamento que independe das circunstâncias exteriores” (Eu tenho a Força? ). Não tem coisa mais estranha do que dizer que devemos nos alegrar quando tudo ao nosso redor nos diz o contrário. Mas Paulo o faz amparado na verdade eterna! Quem está em Cristo passou da morte para a vida!
Não é uma alegria “forçada”, flui do Senhor, é fruto do Espírito (Gálatas 5:22). Não é uma coisa “da carne”. Por ela Paulo não tinha muito do que se alegrar. Ele estava preso, e havia a possibilidade de que não sobrevivesse (Fp 2:17), mas isso pouco importava, “viver é Cristo, morrer é ganho” (Fp 1:21). Não é algo fácil de se entender, nem é algo para se entender mesmo. É algo que se experimenta na fé!
Nossa geração é uma das mais prósperas que já viveu, e mesmo assim há muita tristeza entre nós. Os sábios antigos já sabiam que a alegria sincera é terapêutica. ”O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”, Provérbios 17:22.
Nossa prosperidade nos deu uma vida melhor, mas não tem o poder de nos dar uma paz verdadeira. Tampouco satisfação permanente. As pessoas vão vivendo de uma alegria temporária e barata, na esperança de que juntando momentos com momentos, a vida possa por fim ser boa. Mas isso não é alegria. É entretenimento. Só faz esquecer. Mas a memória volta...
A alegria que Cristo oferece não é isenta de sofrimento ou dor. Ela é uma flor que brota da certeza e da fé, e que brilha quando tudo mais está apagado.
O Deus que falou por Paulo sabe que temos razões demais para andarmos ansiosos, e essa ansiedade é um dos ingredientes do nosso excesso de tristeza. O que Ele nos diz é que devemos levar essas ansiedades aos Seus pés, exercendo nossa gratidão com lábios sinceros. E assim, unidos com Deus na mente e no coração, participamos da sua glória, manifesta nessa alegria. Nós lançamos diante dele a nossa dor, e Ele nos garante que Sua paz que excede todo o entendimento guardará nossos sentimentos e pensamentos" ( Fp 4:6-7).

Esse é o segredo da Alegria Verdadeira!

Apenas imaginar

by junho 12, 2018

"Porquanto em parte conhecemos e em parte profetizamos;" I Co 13.9




O como seria bom poder contemplar aquilo que nós almejamos. Nesses últimos dias parei para meditar um pouco de como seria ver aquilo que eu almejo. Uma visão única e que não tenho a mínima ideia de como será. Está parecendo um texto sem nenhum objetivo, mas, eu demonstrarei aos poucos o seu real sentido.
As vezes, tomamos atitude de imaginar como seria ou onde estaríamos se às nossas ações e atitudes do passado fossem diferentes das quais tomamos. Me levarei mais além onde estarei daqui a dez anos? Como será a minha vida? Aquilo que eu almejo terei conquistado?
É em meio a todas essas dúvidas que me encontro sou levado ao mesmo pensamento do apóstolo Paulo diz em Fp 1 20-24 que o seu desejo era de estar perto de Cristo, mas, por causa dos seus discípulos queria estar aqui. Creio que todos os verdadeiros cristãos já tiveram ou têm esse desejo. Não seria de se estranhar um desejo de ver a Glória de Deus em seu tabernáculo. Sim, sonho de muitos onde poucos conseguiram visualizar a grande majestade de Deus.


1 - A visão celestial de Isaías.


O que aconteceria com você ao entrar  no templo visualiza-se o trono de Deus? Eu fico me perguntando em todos os momentos quando o mínimo da sua presença é sentida nos cultos. Será que foi isso que o profeta sentiu? ou não chega nem perto da grande visão (Is 6.1-6). O como queria poder estar do lado de Isaías nesse momento, sentir um pouco do gostinho de poder contemplar a face de Deus.
Aquela visão foi magnífica ao ponto do profeta reconhecer a sua inferioridade e a sua real situação perante Deus. Muitos teólogos e estudiosos dividem o ministério do profeta antes e depois do capítulo seis. A mudança de atitude para com as coisas sagradas mudou por completo, suas ações foram mais ousadas e de forma direta. A intimidade com Deus mudou ao ponto de a qualquer momento o profeta ser usado por Deus. Ora Isaías não foi qualquer um, ele é o profeta do Messias, o que anunciou a forma virginal de Cristo. O capítulo ignorado pelos judeus na leitura anual da tanach (Is 53), sim tudo isso após a grande revelação de Deus a Isaías.


2 - Nos pés da visão.


O desejo de morte de Isaías não seria o único a ser relatado dentro do livro sagrado. O que falar de Daniel? João? Paulo? que tiveram o prazer (mesmo de forma diferentes) contemplar a presença de Deus. Daniel e João prostrados e caídos como morto diante da figura manifesta para eles de Deus. As visões de João no livro de Apocalipse nos leva a uma prova mais apurada daquilo que Isaías poderia ter presenciado (Ap 4.2), como pode ser isso? o autor do livro de apocalipse dar apenas referências a pedras preciosas e não conseguir descrever de como é realmente aquele ser sentado no trono.
É de se maravilhar ao ler todas alusões feitas a Deus dentro de Apocalipse, o como é maravilhoso poder imaginar a presença de um Ser Supremo. João conseguiu visualizar apenas os reflexos do seu grande objetivo. Em Ap 21.23 nos leva a acreditar que ele não conseguiu presenciar, pois, o resplendor de sua glória ilumina tudo à sua volta. Que grandioso ser é esse? O que João realmente pode presenciar no trono de Deus?
Cabe somente aqueles que têm a sede e a vontade apenas imaginar e esperar. E pedir para Deus que aquele “grande e maravilhoso dia para nós”. Se cumpra o mais rápido possível, pois, tenho sede de sua presença.


Shalom lekulam.

Um Convite à Teocracia... Ou não?

by junho 01, 2018

"Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual escolheu para sua herança". Salmo 33:12 (ACF*).

Esse texto muitas vezes é usado por políticos cristãos como se fosse um convite para que qualquer nação se tornasse "cristã".

Mas é um erro. A palavra "SENHOR" substitui, no texto hebraico, YHWH, (יהוה), o Tetragrama para o nome de Deus. Muitas vezes essa palavra é transliterada por JEOVÁ ou JAVÉ, entre outras formas variantes. O hebraico não possui caracteres vogais, e como a Lei proibia "tomar o nome de Deus em vão" (Êxodo 20:07), a vocalização correta da palavra começou a se perder quando o TEMPLO judaico foi destruído pelos exércitos romanos em 70 d.C. O NOME (HaShem) era pronunciado apenas uma vez por ano pelo Sumo Sacerdote judeu no Dia da Expiação (Levítico 23:27), o YOM KIPPUR. Contribuiu nesse “esquecimento” o fato de que na diáspora** a maioria dos judeus passou a adotar as línguas locais, ficando o hebraico para uso litúrgico e dominado apenas por estudiosos. E durante muito tempo as comunidades judaicas viveram isoladas dos centros de cultura ao redor.

Séculos mais tarde (século VI em diante), sábios judeus chamados “massoretas” (escribas) criaram um sistema de sinais diacríticos colocados acima, abaixo e ao lado das letras hebraicas para indicar os sons vocálicos. Como os judeus não devem pronunciar YHWH, eles costumam utilizar ADONAY (Meu Senhor) em seu lugar. Em torno de 1100 d.C., alguém  pegou os sinais diacríticos de “Adonai” (não procure a correspondência em português) e os colocou em YHWH dando origem a Yehowah. Um costume adotado bem antes pelos leitores judeus (ler “Senhor” onde o texto dizia”YHWH) e já presente na SEPTUAGINTA***. Algumas edições da Bíblia continuaram o costume, e utilizaram SENHOR onde o texto trazia o Tetragrama.

Portanto "SENHOR" no Salmo 33 não está adjetivando “Deus”, mas é um substantivo para o Seu nome. O salmista não está convidando as nações a se tornarem teocracias, mas afirmando que das nações que havia em seu tempo, a "Bem-Aventurada" e escolhida era aquela que tinha como Deus nacional a YHWH. Não era a Babilônia com seu Marduk, nem a Filístia com Dagom, o Egito com seus inumeráveis deuses, ou uma das variações de Baal, mas ISRAEL e YHWH.

A estrutura poética do versículo esclarece isso. É muito importante para a poesia hebraica o paralelismo. Existem dois tipos principais de paralelismo na Bíblia, o antitético (quando um verso contrasta com o anterior por uma ideia oposta) e o sintético (quando um verso complementa o anterior usando uma ideia sinônima). No texto epigrafado o uso é sintético. “Nação” e “povo” são uma unidade. Aquele povo e aquela Nação. Deus não escolheu nenhuma outra nação da Terra, além de Israel, para levar o seu nome (Amós 3:2).

O cristianismo não é uma fé nacional, como era o judaísmo primitivo. É uma fé universalizante e de natureza espiritual que conclama os homens a aderirem a uma cidadania celestial. Existem cristãos, mas não uma "nação cristã". Podemos e devemos orar pela nossa nação e pelos nossos líderes (I Tm 2:1-3). Mas não faremos nossa nação abençoada apenas proclamando o senhorio de Deus sobre ela, “do Senhor é a Terra e tudo o que nela existe” (Sl 24:01,NVI), e sim proclamando nossa fé através dos nosso atos e palavras e agindo de acordo com seus valores (II Co 2:15).

Quem usa o salmo 33:12 apelando para uma “teocracia evangélica”, ou para justificar políticos, ditos cristãos, que não têm comprometimento com a ética evangélica, não entendeu o texto, ou, o que é mais provável, está querendo enganar os fiéis.

* Almeida Corrigida e Revisada “Fiel”.
**Diáspora: dispersão dos judeus por todo o mundo, I Pe 1:1.
*** LXX. Tradução grega do Antigo Testamento produzida no período helenístico anterior a Cristo e muito importante na produção do Novo Testamento.

Desista...de desistir!

by maio 23, 2018

"Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus".  Filipenses 3: 13, 14- NVI.
Desistir. Quem nunca pensou em largar algo que parecia além de suas forças? Quando eu me defronto com situações assim, e elas acontecem muito comigo, é na Carta aos Filipenses que encontro o conselho de quem soube viver com as adversidades.
No texto que você leu acima, Paulo fala de algo bem específico, o fim da fé, seu objetivo, que é alcançar a vida eterna. O interessante é que falando desse ideal tão elevado, Paulo nos alimenta com um princípio de vida cristã que pode nos ajudar numa série de outras situações que não estão diretamente relacionadas com a ressurreição dos mortos.
Paulo entendia que (v 12) ainda não tinha sido “aperfeiçoado”, ele olhava para si mesmo e via imperfeições. Apesar de todo o conhecimento que alcançara enquanto era fariseu (vs 4-7), ele entendia que conhecer a Cristo tornava tudo isso como “esterco” (v. 8) e que sua finalidade, apesar das coisas passadas, era continuar crescendo nesse conhecer.
Mas o aprendizado tem um preço, e Paulo mais do que ninguém entendia isso. Para aprender erramos muito, o caminho da perfeição é pavimentado com sofrimento.
Você pode, ensina Paulo, pensar apenas nas vezes que falhou, ou pode, como ele, focar o alvo. Esse é o seu ensino, que uma pessoa não deve deixar que as falhas travem seu progresso. É preciso continuar, é necessário deixar o que passou para trás.
Não passou no vestibular? Não conseguiu aquele emprego? Não corre cinco quilômetros em 30 minutos? Ora, você aprendeu com o processo, agora deixe aqui a frustração e aproveite o bem que obteve, sua experiência, para tentar de novo ano que vem.
E aprendendo essa lição nas pequenas coisas você tem um quadro do que te espera lá adiante, no local onde estão as “grandes coisas”.
Ei, deixe esse obstáculo aí, você já passou por ele, ali na frente tem outro, mas você está mais forte agora.
O prêmio é garantido para todos os que não desistem!

A religião

by maio 14, 2018

A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e se guardar insento da corrupção do mundo.Tg 1.27



Desde o inicio da humanidade, é comum o homem ter a necessidade de um 'ser criador', para que, através de sua crença, muitas coisas sejam explicadas; essa existência nos traz, até o dia de hoje o conceito de religião. Em todos os países, podemos observar os mais diversos tipos, destas "entidades criadoras", onde cada um tem a sua visão simplificada. Religião, um mal necessário. Encontramos três palavras do latim para a origem da palavra religião. 1) A primeira é “RELIGARE", que tem o significado de “religar o homem ao meio divino”, logo, religião podemos conceituar que "é o meio em que o homem se conecta ao deus em que ele crê". Assim, a religião seria o elo que faltava, mas, nós cristão cremos que Jesus nos liga a Deus através de seu sacrifício na cruz. 2) A segunda palavra do latim é “RELEGERE”, muito parecida com a primeira; mas, com o significado diferente. O seu significado é “reler” referindo-se aos escritos sacros e em suas meditações dentro deles. 3) A terceira e ultima palavra é “RELIGIO”, das três é a qual está escrita na versão vulgata da bíblia, o que significa "cultuar a uma entidade". Tendo essas três palavras em mente, os estudiosos acreditam que a palavra surgiu. Podemos observar que religião, é a aproximação de Deus através da meditação ou leitura de seus escritos e o prestar culto a ele. Mas, qual é a aplicação do termo cultuar nos dias hodiernos? Qual é a nossa verdadeira religião? Tentarei lhe ajudar nessa resposta. A religião hoje como nós vemos, está a cada dia se tornando um clube social: com pessoas que pensam da mesma forma, e tem a visão de uma divindade de forma idônea. Muitas vezes estamos passando longe do texto de Tg 1.27. É fato, e não podemos nos esquecer que o evangelho de Cristo ao longo de seus quase dois mil anos de existência sofreu muitos ataques e violações a sua mensagem original. Com a falsa conversão do imperador Constantino, o cristianismo passa a ser a religião oficial do império, e com o passar dos anos sofre variações de crenças e costumes, para aderir outros povos pagãos ao seu rebanho. O evangelho original passa a ser usado como forma de controle dos outros povos, servindo para os escravizarem nas colônias. O que falar dos jesuítas que no Brasil império catequizou diversos índios e os negros que foram vendidos como escravos e que tiveram de negar a sua crença para poder sobreviver? Todos os acréscimos de outras culturas e religiões adentraram ao cristianismo, tornando-o que vemos hoje. Um evangelho vazio e distante dos ensinamentos de Cristo. Religião, pura e imaculada. Duas palavras-chaves em nosso versículo principal, demonstram o que é religião ou como a religião deve se apresentar. Tiago coloca duas palavras com o sentido parecido perto da outra: pura e imaculada. As duas palavras, possuem o sentido de pureza ou de estar limpo, mas, o seu significado é diferente dentro do texto original o que analisaremos agora. A palavra “katharos”, traduzida como pura tem o significado de “estar limpo” a qual é derivada da palacra grega kataridzo, logo, a primeira forma que a religião deve ser é: "limpa completamente, sem nenhum desvio de conduta ou interferência externa que contradiz os escritos sacros". O significado melhor posto para a palavra no original é “SEM MISTURA”, ou seja, acreditar apenas naquilo que os escritos nos afirmam e serve de como guia para crermos na existência divina. Somente esta palavra, já, bastaria para nos mostrar o que seria "a verdadeira religião". A palavra “amiatos”, traduzida por imaculada tem em um de seus significados a palavra pura, logo, seria uma duplicidade dentro do texto de Tiago. Mas, analisando um pouco mais, encontraremos outro significado para esta palavra. Podemos dizer que a palavra imaculada é “SEM MANCHA” ou “NÃO VIOLADO”. Sendo, assim, a verdadeira religião tem que ser sem mistura; contendo apenas o ensinamento das escrituras. Agindo assim, conforme o “relegere” e ao mesmo tempo sem mancha não tendo qualquer tipo de contaminação com o exterior e sendo fiel a palavra de Cristo. Religião, o santo comum. Em Tg 1.26 lemos sobre o perigo de uma falsa religião o que torna uma pessoa comum em uma pessoa religiosa. Vamos examinar religioso no texto original. A palavra “threskos” como significado de cerimonioso aparece somente neste versículo. Nos leva a acreditar que mesmo estando dentro de uma religião muitos podem não ter o “religare” com Deus. O que torna-o num cerimonialista e cumpridor de todos os rituais de culto moderno, ordenados e organizados por homens e não pelas mãos divinas. Quantas vezes levamos as nossas cerimônias como se fossem sacras? A liturgia muita das vezes atrapalha o agir de Deus no meio de seu povo. Em uma igreja tradicional, é comum termos a seguinte liturgia:Oração, hinos dos hinários, leitura da bíblia, departamentos ou cantos avulsos e a mensagem. É fácil, estarmos envolvidos no sistema moderno de adoração e não observarmos a outra parte do significado de threskos. A palavra deriva-se em diversas outras palavras, podemos encontrar dentro do verbo “throeo e threomai” (clamar e lamentar) e mais uma palavra “thresobes” que tem o significado de ser temente a Deus.
Conclusão A religião é um mal necessário, pois, em sua forma original é aquilo que nos liga a Deus, através da releitura das escrituras sacras através dos cultos prestados a Deus. Voltemos ao verdadeiro evangelho e edifiquemos um altar para Deus.

Os justos (Jó) - Segundo de sete

by maio 05, 2018
"Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor DEUS." Ez 14:14
É comum falarmos sobre justiça e ligarmos ao código civil de cada país e nação existente no planeta, assim, formar outro conceito do que é uma pessoa justa. Podemos considerar que, uma pessoa que vive em determinado país e cumpre toda a sua lei civil como sendo uma pessoa justa. É com essa introdução que começaremos a falar sobre o nosso segundo justo, Jó, um homem inocente que foi condenado pelos seus amigos. Dentre todos os livros existentes na bíblia sem duvida nenhuma o meu livro favorito é o de Jó. A história sobre fidelidade, retidão, justiça e temor a Deus contido nesse livro deve servir de inspiração para todos nós.

1 – Jó, fiel durante a provação.

No inicio do livro de Jó lemos as quatro principais características do nosso personagem. Jó 1.1 nos diz que ele era reto (tsadik) é a primeira das quatro características citadas logo no inicio dessa passagem, assim, conhecemos a sua conduta para com o seu próximo e as leis de seu país. O versículo continua com as outras características de Jó, mas, a quarta nos mostra um fator interessante que muita das vezes foge aos nossos olhos. “E desviava-se do mal”, ser justo não é somente obedecer às leis de um país ou ser temente a Deus, a terceira característica de Jó, mas é desviar daquilo que lhe possa fazer errar. O salmista foi muito sábio ao nos instruir no Salmo 1 pra que nos separássemos daquilo que tem a aparência do mal. Em nenhum momento nos manda afastarmos de nossos amigos e sim que o nosso prazer esteja na lei do Senhor (Sl 1.2). A retidão de Jó para com Deus foi o alvo de grande disputa no céu (Jó 1.6-19), onde o próprio Deus põe as quatro características e acrescenta “não existe homem igual a ele”. O ataque se levou primeiramente aos bens matérias e depois a para a sua saúde, mas, o final do capítulo nos demonstra o grande caráter desse homem de Deus. “Em tudo Jó não pecou e nem atribuiu falta alguma” (Jó 1.21), esse é o versículo chave de todo o livro de Jó. Mesmo tendo diversos motivos para pecar e amaldiçoar a Deus como sua própria esposa assim falou (Jó 1.19).
A Bíblia diz que o estado de Jó era desprezível ao ponto de seus amigos não conseguirem falar durante sete dias, por ver a situação em que ele se encontrava. Nos capítulos restantes lemos uma conversa entre acusadores (amigos) e o defensor (Jó) que segue durante 36 capítulos do livro (Jó 2-37) e os capítulos finais e a defesa divina para com a vida de Jó e a sua redenção. A crença em um Deus que punia apenas os que cometiam infidelidade ou aquele que cometera algo de errado era a principal visão dos moradores de Uz (cidade de Jó) e o mesmo tinha a mesma filosofia em sua mente. Mas, com uma grande diferença, ele sabia que não tinha feito nada de errado.

2 – A justiça de Jó testada por Deus.

Podemos achar Deus injusto lendo o livro do nosso personagem. Ele não tinha cometido nenhuma falha nem um desvio de conduta que ele merecesse ser punido. Mas, o simples fato de mostrar que uma pessoa poderia ser grata a Deus, mesmo que perdesse tudo que ele tivesse na vida. O castigo ou a aprovação serve para demonstrar o quão justo nos podemos ser, mesmo que percamos tudo que tenhamos.

 A prova de Jó nos é explicada no ultimo capítulo do livro (Jó 42.5), um homem completamente religioso que seguia todos os padrões determinados por homens, sacrificava pelos erros que seus filhos pudera ter cometido (Jó 1.4-6), seguia todos os rituais praticados na época e que seu coração estava completamente voltado para as ações bondosas e aquilo que era correto a ser feito. 
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