O ungido do Senhor

by agosto 23, 2019
“Não toqueis em meus ungidos, não maltrateis meus profetas!” Sl 105.15


Sem dúvida é uma frase usada por muitos líderes religiosos ou seguidores fiéis de determinados líderes. Mas, o que é ser ungido do Senhor? Dentro das páginas sagradas só existe três tipos de unção. O leproso após a sua cura (Lv 14.26-32); O sumo sacerdote (Êx 29) e a unção sobre rei (I Sm 16.12). Não existe outro tipo de pessoas que foram ungidas ou que era para ser ungidas nas páginas sagradas. Mas quem seriam os ungidos do Senhor e porque não tocá-los.


1- Os ungidos.


Dos três tipos de unção dentro da bíblia duas deles era para cumprir cargos importantes no governo de Israel. O Sacerdote, que representava todo o poder divino e a representação de Deus ao povo e o rei que era autoridade civil, militar e política de toda a nação. Apenas essas duas pessoas eram ungidas para fins definitivos já que, as duas funções eram para cargos vitalícios (até a sua morte). Vejamos agora a passagem de Davi (I Sm 26.11) ele sabia que sobre a vida Saul havia sido derramado o óleo da consagração o qual dava o direito a ele de ser um escolhido de Deus ou um enviado de Deus para os homens. 
Mas de onde vem esta palavra “ungido” o que ela significa? Vamos para os texto dentro do original hebraico vou colocar o transliterado aqui:
“Al tiguehu beMishihay velibiay al tareu”
A palavra que está grifada (Mishihay) se origina da palavra Mashiach  (Messias) conhecido como enviado. Então eram pessoas que Deus enviara a terra para funções determinadas. Interessante é que essa palavra é atribuída em sua forma original a duas pessoas no velho testamento. Primeiramente a Ciro, o libertador de Israel do cativeiro (Is 45.1) e a Jesus o Massiach prometido.


2. O Cristo.


Ainda dentro do texto de Is 45.1 ao pegarmos a versão da septuaginta (tradução dos escritos da tanach para o grego) a mesma palavra ungido está escrito como χριστω (Cristo). Logo, esta palavra podemos relacionar diretamente com Cristo Jesus nosso salvador e enviado de Deus aos homens. Muitos dizem para nós não tocarmos nós ungidos de Senhor nós dias de hoje, mas, em nenhuma passagem dentro do novo testamento vemos um discípulo sendo ungido com óleo para ser enviado a missão. E sim vemos eles recebendo oração com imposição de mãos para que Deus abençoe eles em sua jornada (At 13.2-3). De nenhuma forma analisamos que eles se intitulam como ungidos (cristos) do Senhor, mas, como enviados.
Mas em Mt 24.5 nós diz que surgiram falsos cristos (ungidos), que enganaram o povo e farão grandes milagres e enganarão até mesmo os escolhidos. Então sou profeta do Senhor e não pode me tocar ou fazer mal a mim. E ainda tem esse pequeno detalhe mas as ´páginas sagradas nós diz outras coisa a respeito dos profetas.


3. Os profetas


Muitos os dias de hoje se intitulam profetas do Senhor, mensageiros de Deus ao povo para exortar a igreja e levar a palavra. Eu creio no dom de profecia, a qual Deus dá às pessoas que ele quer e para fazer a sua vontade. Mas o que Jesus falou sobre os profetas? No livro de Lucas nos diz: “A Lei e os Profetas profetizaram até João. Dessa época em diante estão sendo pregadas as Boas Novas do Reino de Deus, e todos tentam conquistar sua entrada no Reino.” (Lc 16.16). Ora o ministério profético teve seu fim sua importância era anunciar a chegada de Cristo para os Judeus e o último foi João Batista.
Porque querer fazer uso de títulos que já não se tem utilidade? Será que é preciso voltar para o básico? Porque, o ensino atual desvirtuou por completo o nosso entendimento? Voltemos ao evangelho, vivamos a simplicidade e viver ele da forma mais pura e simples como ele é.


Shalom Lekulam.

(Paz a todos).

Vida Ministerial (Eli, o sacerdote sentado).

by agosto 19, 2019
A vida ministerial tem seus altos e baixos todos os obreiros e líderes tem plena convicção. Grandes nomes tiveram os seus problemas e seus auges mas, a bíblia vem e nós fala de um a qual, vou descrever a sua vida aqui. O sacerdote Eli encontramos ele no livro de I Samuel nos primeiros quatro capítulos. A vida dele conhecemos pouco, sabemos que ele era um Juiz de Israel, o qual, julgou por quarenta anos. Pai de dois filhos que eram sacerdotes igualmente a ele. Fora esses detalhes não sabemos mas nada sobre ele.
Mas, nós capítulos conhecemos um pouco sobre o seu ministério sacerdotal. Não posso afirmar que ao longo de sua vida ministerial tenha sido todo desse jeito que será exposto aqui. E nem posso afirmar que tenha sido diferente da qual nós lemos nas páginas sagradas.

1. Julgava sem conhecer.


Essa sem dúvida podemos dizer que era um erro constante na vida de Eli. O segundo contato que lemos sobre o sacerdote ele está julgando Ana, mãe de Samuel (I Sm 1.12-14). Seria mais fácil ele se aproximar daquela mulher e perguntar o que estava acontecendo ou que motivos a levou para tal ato. Mas, como em muitas das vezes preferimos agir como Eli e passamos a estar no lugar de juiz e tomamos partido do lado em que nós apraz ou que temos mais afinidade.
Afinidade seria outro problema na vida de Eli, seus filhos, homens de Belial, sacerdotes que desobedeciam as leis de Deus e praticam prostituição, descaso com as leis de Deus, lascívia e outros atos mais (I Sm 2.22-25). Ele era conhecedor dos crimes de seus filhos. Mas, ao invés de afastá-los e corrigi-los preferiu permanecer como estava.


2. Não ouvia a voz de Deus.


Esse era um outro ponto crucial na vida do sacerdote. Eli era homem para estar a frente do povo e consultando a Deus e escutando a sua voz para transmitir ao povo seus mandamentos. No livro de Levítico lemos que a função dos levitas e sacerdotes estavam ligados a diversas áreas do povo, as quais, envolviam área medicinal, civil e religiosa. Muitos hoje agem da forma de Eli esquecem do Deus a que eles servem e passam a ouvir a sua própria voz e sua presença se auto proclamando deus. Não que a bíblia relata, mas, parou de ouvir e fez pouco caso do Senhor.
Eli tivera uma vida de comunhão com Deus, sabia reconhecer a sua voz. Mas, com o descaso e o seu comodismo fora grandemente advertido pelo profeta o qual decretou o final de sua linhagem sacerdotal. A vida era sem sentido para o sacerdote ao ponto de um pequeno menino criado por ele ser mais cheio que ele e mais temente a Deus. Aquele que era para ser consultado passa a consultar (I Sm 3.18-18). Todo o descaso de Eli para com Deus Samuel fez ao contrário se aproximava cada dia mais.


3. A morte sentada.


E assim resumimos a vida de Eli, um sacerdote que iniciou sentado e morre sentado. Para ele estar diante do tabernáculo ao noventa anos ele só podia ser o sumo sacerdote. Uma vida que terminou longe de Deus, sem crédito e sem geração. Termina igualmente como o significado do nome de seu neto que nasceu no dia de sua morte. ICABÔ sem Glória.
Quantos líderes nos dias de hoje está.da.mesma forma que Eli? Preferindo ser servidos do que está disposto a servir. Com o ego mais alto que a sua cabeça e fazendo seus liderados tratarem como deuses e não consegue enxergar o erro de sua própria geração. Não sejamos iguais a Eli, alcancemos corações voltados ao Senhor nosso Deus para que assim, possamos estar firmados e prontos para o dia de sua volta.


Shalom Lekulam (Paz a todos).

Os Bereanos

by agosto 13, 2019
"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim." At 17:11

Existem pessoas que amam estudar a palavra de Deus independente de seu credo ou religião e daquilo que eles acreditam. A bíblia e sem dúvida um dos livros se não for o livro mais vendido em todo o mundo. Assim, como esses apaixonados por ela existiam uns judeus na cidade de Beréia que eram sábios que estavam sempre em busca da verdade e pesquisava constantemente sobre as verdades contidas dentro dela.
É fato que desde o século I existiam pessoas que queriam tirar proveito da fé dos judeus que julgavam-se sendo o Cristo ou até mesmo ensinar uma outra religião para eles. Criando assim, as vertentes existentes no século I.

1. Pessoas sábias e diferentes dos outros.

Em Beréia essas pessoas falsos mestres não se davam bem, pois, os bereianos iam para dentro das escrituras e liam passagens para ver se era verdade. Assim, confirmando tal ensinamento como verdadeiro ou falso conforme a escritura. Nas outras cidades como observamos não tinham esse zelo pela palavra os quais podiam ser enganados facilmente ou tinham a dificuldade para aceitar as corretas interpretações bíblicas das passagens proferidas em suas reuniões.

2. Estudiosos das escrituras.

Quem gosta de ler a palavra sabe o tempo que tem que ser gasto para nós meditarmos constantemente nelas. Jesus nos deu um exemplos de Natanael, um judeu que fora apresentado a ele por Filipe (Jo 1.47-51). Ele era uma pessoa que passava um tempo determinado meditando nas escrituras não somente por ler, mas, para meditar e colocar em seu coração as palavras que estavam ali escritas. Poderíamos chamá-lo de bereiano, pois, o mesmo estava ali para se alimentar do alimento escrito por Deus deixado para todo o seu povo.
Não poderei dizer se me perguntarem qual era a passagem ou que ele estava estudando naquele momento, mas ele estava cumprindo o "Shema Israel" (Dt 6.4-7) para guardar os ensinamentos que ali estavam escritos para ele e sua nação.

3. Aptos a reconhecer o evangelho.
Natanael conhecia as escrituras mas, pelo visto ele não conhecia muito bem já que perguntou se vinha algo bom da Galileia. O profeta Jonas filho de Amitai (II Rs 14.25; Jn 1.1) era descendente daquela região e natural talvez por falta de procurar tantas outras questões nas escrituras não se atentou para isso, ou simplesmente pelo fator histórico cultural daquela época. Sim, Natanael pode vir algo bom. Ao longo dos anos que passou com Jesus ele viu os sinais e maravilhas que foram realizados no meio do povo e teve a certeza de que Jesus era o Massiach. Os Bereianos eram mais sábios que Natanael, o quais estavam constantemente vendo dentro das escrituras as palavras de Paulo falaram para eles sobre o Mashiach. E eles creram que Jesus era o prometido e que a sua redenção já tinha chegou e eles não aceitaram.
Sejamos sábios e como os bereianos, os quais, estavam constantemente dentro das escrituras para corrigir e verificar se aquelas palavras estavam corretas. O zelo pela palavra tem que arder em nossos corações como fogo que nós consome e única esperança que temos deve estar nela.

Shalom.

Dois tipos de adoração (VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR).

by agosto 02, 2019
"Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano." Lc 18.10
Lemos diversas vezes no novo testamento a palavra fariseu. E pouco sabemos sobre ela. Em breve relato uma seita.judaica do século II a.C. que preservam as tradições e as escrituras. Eram frequentes nos templos e nas sinagogas e por muito tempo foram os principais perseguidores de Jesus em seu ministério. A passagem nos fala sobre adoração e onde vamos ver como eles adoravam e adentrarmos nesse contexto.


1. O fariseu.


Na passagem de Lucas dos cinco versículos três são dedicados a ele. O que analisamos ali é a sua oração a Deus. Eram pessoas que estavam em constante oração e no templo se dedicavam ao serviço de Deus e estavam em pé. Suas ações.muitas vezes não condiz com aquilo que eles defendiam o qual era alvo de constante embates com Jesus (Mt 23.23). A oração parece mais uma exaltação ao seu ego do que uma pronúncia de gratidão a Deus por tudo que ele fizera. E faz a comparação com o simples publicano.
    Aquele fariseu estava preso às tradições e dogmas religiosos que foram impostos por eles mesmos. Se esquecia da simplicidade da lei. E de concordar que você obedecer as 613 leis estipuladas por Deus dentro do judaísmo não era uma tarefa tão fácil e se descumprisse uma estava sendo vítima de todas as outras. Mas em seu momento de adoração ainda usava para menosprezar e engrandecer a si mesmo. Muitas vezes o nosso agir está igual ao do fariseu presos por dogmas religiosos e julgamos aos que achamos que são pecadores e não merecedores da graça de Cristo.


2. O publicano


O mais famoso desta classe e Zaqueu (Lc 19). Alguns deles como Zaqueu, eram judeus que trabalhavam para o império romano. E eram criticados por estarem explorando o povo cobrando os impostos. Mas, voltarei para o Fariseu o qual dentro das tradições judaicas explorava a fé do povo para obter iguarias e lugares de honra. zombava de um pecador, o qual, na sua visão não era digno de estar naquele lugar. O apóstolo Paulo nos diz que todos pecaram (Rm 3.23) e por causa disso estamos longe da presença de Deus.
O publicano estava com o sentimento de culpa de uma pessoa que sabia que errava constantemente e que conhecia que era indigna por estar dentro daquele lugar sagrado. As vezes pensamos que igreja é lugar de pessoas perfeitas. Mas, é onde nos enganamos somos imperfeitos e como o publicano a nossa adoração a Deus tem que ser simples, e reconhecendo a nossa insignificância para com Deus e as nossas limitações.


3. O que alcançou justificação


    E para muitos cristãos de hoje, acham que agir como o fariseu é estar justificado. Ser cumpridor de todos os rituais, estar diariamente na igreja, participando de congressos, encontros, cultos, células ou grupo pequenos. Estar dentro de toda a liturgia estipulada pelos homens que muitas vezes fogem do padrão das escrituras. O pecador, para o religioso saiu completamente sem nenhuma reconhecimento de Deus por causa de suas ações. Mas, jamais imaginaria que as suas ações não estaria sendo aceitas.
Jesus nos mostra que a humildade do publicano o justificou (Lc 18.14), pois, reconheceu o seu erro e sabia que não era digno para estar ali naquele lugar. Reconhecer nossas fraquezas e saber que só há um Deus em todo o mundo.

Shalom lekulam.
Paz a todos.


Paz a todos.

O vaso

by julho 29, 2019
"Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras" Jr 18.2


Sem dúvida é uma passagem a qual eu tenho muito medo na bíblia é a de Jeremias 18. Mas ao conversar com um amigo me veio uma grande reflexão sobre esse tema. Se nós aprofundarmos bem dentro da passagem e buscarmos ajuda extra bíblia (comentário, textos originais e outros) encontraremos grande profundidade no tema. O versículo segundo é um chamado a ir a um local. Muitos pensam que seria perto de onde ele estava, mas era em um lugar que ficava próximo de Hinnon, que fica ao sul de Jerusalém (Mt 27.7; Zc 11.13). Era um lugar onde os oleiros trabalhavam tinham o barro necessário para fazer a suas obras e era um terra fértil e abastecida por águas.
O deslocamento do profeta não foi pequeno de onde ele estava teve que ter o sacrifício de estar em um lugar determinado para que ali ele pudesse escutar a voz de Deus. Mas, ao chegar ele não ouviu a voz de Deus de imediato, ele analisou e observou a situação do oleiro em seu trabalho diário. E nesse ponto chegaremos a algumas conclusões.


1. O material.

O Vaso era feito de barro do pó da terra que misturado a água vira a lama que dá a consistência necessária para o oleiro fazer o barro. O livro de Gênesis nos mostra uma criação de Deus importante realizada deste mesmo material. A criação do homem se dá através da obra de um oleiro o qual pega o barro molhado e modela conforme a sua vontade (Gn 2.7). Ora a passagem através da analogia nos traz novamente a criação do homem e demonstra que toda a vida do povo de Israel ele tivera feito. Até chegar ao ponto de venda o processo do vaso é longo e demorado existe a escolha do material correto, tem que ser peneirado, molhado, criar a consistência correta para que ele fique duro durante a modelagem e a temperatura do forno, tem que ser a ideal para que não rache o vaso na hora que estiver assando e nem muito baixo para que demore.


2 O processo é recomeçado.


Às vezes não temos a noção de quando é difícil de se realizar um trabalho que nunca fizemos. Assim, o oleiro sabe o real valor de sua obra e o tempo que demorou para ele construir e terminar a sua obra. O profeta percebe que no meio da obra o vaso se quebra. O verbo usado é sahat o que é interpretado como danificado ou destruído. Não sabemos em qual processo ele foi quebrado. O vaso desde a formação da sua liga pode dar problemas e apresentar falhas e quebrar. E o oleiro torna a fazer novamente o vaso.
O material é importante para o oleiro o que ele tem que refazer do mesmo material e recomeçar o processo desde o princípio para poder finalizar o vaso. Lendo a passagem me lembrei de João Marcos, primo de Barnabé, no meio da viagem missionária ele abandona Paulo e Barnabé. Após ser motivos de briga entre Paulo e Barnabé. O apóstolo chama ele novamente, pois, agora ele era útil para Paulo (II Tm 4.11).


3. O outro vaso

A nossa vida é um processo contínuo de mudança, somos levado a tomar decisões diariamente. e constantemente estamos nas mãos do Senhor que nos molda conforme a sua vontade. Quando o novo vaso é finalizado ele assume outro caráter e outra personalidade. Assim, o profeta percebe que mesmo após quebrado e feito é necessário passar por uma nova mudança (Jo 3.3-7). Às vezes uma simples mudança de atitude se faz necessário (Rm 12.1-2) para que possamos estar no centro da vontade de Deus.



Shalom.

Não há pão (voltar ao primeiro amor)

by julho 24, 2019
Na época dos juízes houve fome na terra. Um homem de Belém de Judá, com a mulher e os dois filhos, foi viver por algum tempo nas terras de Moabe. - Rt 1.1

Uma passagem simples e que alguns podem dizer que nada tem demais haver fome já que naquela época era normal em algumas regiões. Mas, ali era Belém, (bet lehem, casa do pão), provavelmente era uma terra rica na plantação de trigo (Rt 2.3-4) quando estava no auge ou com as chuvas temporãs e com a terra fértil. A escassez da chuva e a situação alarmante do solo afastou muitas pessoas de suas casas. Assim foi com Noemi e sua família. Precisaram sair de sua terra para ir atrás de alimentos para subsistir.
Muitas vezes nós tomamos a mesma medida que Noemi e sua família saímos de onde não há pão e vamos para Moabe. O grande problema é que ela não estava indo atrás ela deixou a sua terra por causa da fome. E por isso sofreu as consequências e perdas importantes para ela. Não é errado ir atrás de alimentos mas, quando o seu motivo está indo de encontro a sua necessidade e a falta de fé faz que você erre na sua escolha.

1 Quando o pão volta a sua terra.

A terra voltou a dar seus frutos e com isso o pão voltou a cidade do pão. Noemi perderá sua família que fora com ela restando apenas estrangeiras ao seu lado. Que pelos costumes sumérios elas não tinham nenhuma obrigação com sua sogra já que ela não tinha nada para lhe oferecer.
Quando há novidades na terra pessoas voltam e se enchem de alegrias e querem recuperar o que perdeu. Assim, Noemi fez iria recomeçar na sua terra de origem. Sua nora Rute em um gesto de amor e carinho decidiu permanecer com ela (Rt 1.16) e seria de grande ajuda para o sustento de sua sogra. Deus nunca desampara aqueles que tem fome dEle, pensamos que estamos sozinhos, mas, Deus entra com a provisão e nós dá o pão necessário. Rute achou o parente resgatador o qual sustentou-lhes e de sua descendência sairia o melhor pão de Bet Lehem.

2. O pão descendente de Belém.

Em seu sermão da montanha Jesus nos ensinou a olharmos para os lírios e contemplar sua beleza natural (Mt 6.28) que não chegam e não plantam mas tem todos os dias o seu alimento.
Os profetas falaram a seu respeito "E tu Belém Eufrata és menor entre muitas da Judéia de ti virá a salvação" (Mq 5.2). Mesmo depois  de mil anos aproximadamente da fome na cidade. A pequena Belém voltaria a dar um pão.  Um pão diferente dos demais um eterno. Jesus, filho de Rute nota de Noemi, seria o verdadeiro pão para o mundo (Jo 6.35). O que supri toda falta de pão em nossas vidas e que nos enche completamente.

3. Quanto a falta de pão hoje.

Hoje nós necessitamos deste pão diariamente, muitos templos tem deixado de falar desse verdadeiro pão e se tornando uma terra infértil. A fome mudou deixou de ser física para ser uma fome espiritual, muitas pessoas estão padecendo de fome tendo comidas em suas casas. Mas, não se alimentam da forma correta. Isso nunca foi sobre necessidade física e sim sobre salvação e ser cheio da presença de Deus.
Precisamos voltar para Bet Lehem e nos alimentarmos. Não voltaremos como saímos sempre teremos pessoas novas ao nosso redor que precisaram saber que há pão na casa do pão.

Shalom

A casa do luto

by julho 20, 2019
Melhor e está na casa do luto do que onde há festa. Ec 7.4 


Ao estar em um velório de partida de uma irmã querida. A palavra de Eclesiastes me veio em mente. E fiquei pensando o que Deus tinha para mim naquele lugar. Conhecia os familiares desde a minha adolescência e vi os filhos dela crescerem e se casarem. Naquele lugar compreendi o porquê das sábias palavras de Salomão.
Só vai para a casa do luto quem se importa com os familiares quem tem algo a passar e dizer para os familiares. Mas, nesse em especial tinha muito a aprender.

1. Quando a esperança acaba.

É um livro que eu gosto muito e uma das histórias pra mim que são das mais belas dentro da bíblia. A história de um homem que perdeu tudo aquilo que ele tinha, filhos, bens (gados) e por último a sua saúde.  Tinha tudo para deixar de confiar em Deus. Mas, a sua fé era maior do que a sua dor (Jó 1.20) ele tinha motivos para deixar de crer mas não largou a sua convicção. Ora, não tinha mais nada que pudesse obter para lhe dar paz. E o único conselho de seus familiares mais perto era amaldiçoa teu Deus e morre.
Jó sabia que a única esperança era o Deus a quem era fiel (Jó 19.25) o qual com todos os seus problemas e dores  ele veria a Deus com a solução. E mudaria a sua situação.

2. Quando há esperança na resposta.

A dor da perda para nós cristãos possa ser diferente do que a de Jó. Mas, nos agimos como David o qual jejuou pela vida de seu filho fruto de um adultério e após sete dias sem comer e sem tomar água ele sabe que seu filho faleceu (II Sm 12.15). Não se tinha mas nada a ser feito Deus não traria o seu filho de volta. E a ação de David foi mudar suas vestes e ir adorar ao Senhor.

3. Quando a nossa esperança é no futuro.

Hoje muitos de nós não conseguimos compreender o que Deus faz. Ele sempre agirá da melhor forma apesar de nossa dor física as vezes parecer superior e não vamos conseguir suportar. Mas a nossa esperança para quando um ente querido morre em Cristo é a esperança de um dia nós reencontramos novamente nos braços do pai.
 Mas, o melhor da parte de Deus se cumpriu. Cabe a nós termos a fé de que um dia os que dormem no Senhor ressuscitarão e depois nós seremos transformados em um corpo glorioso (I Ts 4.13-15).

Shalom.

Você é seguidor?

by julho 15, 2019
"Enquanto caminhavam, um homem lhe disse: ‘Senhor, seguir-te-ei para onde quer que vás’. Lc 9.57
Somos chamados para sermos servos de Cristo e seus seguidores. O apóstolo Paulo se coloca como sendo um firme seguidor de Cristo, o qual não tinha do que se envergonhar do evangelho (Rm 1.16). O evangelho de Lucas nos dá três exemplos clássicos de pessoas que não seguem a Cristo. E os seus principais motivos.

1. O que se preocupa com a casa.


Em Lc 9.58 Jesus responde ao escriba ou simplesmente ao homem que disse que o seguiria é que ele não tinha onde descansar. Julgamos muito o fato de Jesus ter feita a comparação  com dois animais a raposa e os pássaros. Ora simplesmente eles estão bem protegidos de seus inimigos e seguem diretamente aos seus lares quando se aproxima a noite. Em lugares onde se tem um número grande de pássaros podemos notar que durante o anoitecer os pássaros procuram os seus abrigos para se acalmarem e estarem protegido dos perigos da noite. O escriba estava acostumado com o conforto de sua casa, se fosse nos dias de hoje ele não queria trocar o seu ar condicionado ou o seu aquecedor para passar calor ou frio em qualquer lugar.
O que falar de Jacó que passou noite em claro deitado no chão com a cabeça em cima de uma pedra e pode contemplar a maravilha do trono de Deus e seus anjo subindo e descendo na cidade de Betel (Gn 28.10-18). Após a maravilhosa visão reconheceu que Deus estaria em sua jornada para lhe proteger e edificou ali uma coluna e fez um voto ao Senhor o que cumpriu na volta. E Marta mulher ocupada com os afazeres domésticos e criticava sua irmã que estava aos pés de Jesus escutando suas palavras e seus ensinamentos (Lc 10.38-42). Precisamos mudar o nosso foco queremos o conforto de nossos lares enquanto fomos chamados para estarmos fora de casa buscando pessoas para o reino de Deus.

2 O que se preocupa com os mortos.

A perda de um parente e doloroso para todo. Jesus não era contra o sentimento de luto. Mas se faz necessário estar diante das nossas escolhas e deixarmos nossos sofrimentos para trás e prosseguir em frente. Jesus passaria por isso em sua última semana na terra. Ao saber da notícia que Lázaro estava doente Jesus prefere continuar fazendo a vontade do Pai e aquilo que ele fora enviado a fazer. O Livro de João nos diz no capítulo 11 que somente após quatro dias após a morte de seu amigo ele foi até a sua cidade (Jo 11.11,14-15). Sem dúvida uma das poucas passagens que demonstra o lado humano de Jesus, o qual esquecemos muitas vezes. João narra que a vida de seu amigo era importante para ele, mas, as vidas que precisavam escutar e ver que a salvação de Deus já havia chegado a terra era maior.
É isso que Jesus se referiu a pessoa que ele chamou a segui-lo. Ora a resposta deixa enterrar o meu parente morto. Não podia ser feito mas nada além a não ser esperar pelo dia do juízo (Hb 9.27). Quando se trata de família e difícil tomamos nossas decisões primeiramente ficamos preocupados com nossos filhos e entes queridos e isso nos leva ao terceiro exemplo. 

3. O que coloca a família em primeiro lugar

Pode parecer uma contradição com os ensinamentos de Paulo, Mas, Jesus em muitos momentos deixou sua família para cuidar da obra de Deus (Mt 12. 46-50). O que me leva a vida de seus discípulos que largaram tudo por amor a obra de Deus. Pedro, e seus amigos pescadores deixaram seus afazeres para viver uma vida que eles não tinham a consciência de como seria Mt 19.27, mostrar o amor de Pedro pela vida que ele escolheu viver durante os 3 anos e meio que Jesus passou na terra e pela missão que ele levaria durante toda sua vida.
Pedro optou por amar uma outra família, o qual ele teria irmãos adotivos de todos os cantos do mundo e todas as épocas. Somos levados a escolha de não perder a nossa família e sim de ganharmos uma família muito maior por causa de nossa missão e propósito que nos fora entregue.

Shalom Lekulam

Sois, fortes

by julho 12, 2019
"Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que é desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque vencestes o Maligno." 1 Jo 2.13
Hoje um dos grande perigos do mundo é uma doença chamada depressão. Ela chega devagar e quando menos se espera a pessoa está dominada por ela. Segundo o portal do doutor Drauzio Varella depressão é: "Uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por tristeza profunda e forte sentimento de desesperança." Logo uma doença que pode alcançar qualquer pessoa depende do seu gênero, classe social, faixa etária e religião. Vemos no Brasil muitos casos de pastores se suicidando por não aguentar a pressão do ministério ou por problemas maiores. Apesar de alguns pensarem ela não é uma doença nova já existe a milhares de anos e afetou grande governadores e outras pessoas.
O discípulo amado João escreve para a igreja, principalmente aos Jovens: “Eu vos escrevo porque sois fortes.” (1 Jo 2,13-14). A palavra para Jovens usada por João é "neaniskos" o que refere-se a uma pessoa até quarenta anos de idade. Ao longo das páginas sagradas temos exemplos de diversos jovens que passaram por problemas. Mas, foram os jovens quais João escreveu. Eles viveram antes de João mas, o exemplo deles servia de exemplo não só para o que antes fora um jovem quando andava com Jesus ao escrever já lhe tinha certa idade. E que tinha passado por várias fases da vida durante a sua juventude.

1. Jovem sonhador.


O primeiro exemplo que eu trago é o do jovem sonhador. A idade onde todos fazemos planos e sonhos para o nosso futuro. É a partir da saída do colegial que nós começamos a pensar o que queremos fazer da vida, que rumo nós devemos seguir. Profissão, família, bens materiais, faculdade e todos os sonhos e desejos que temos em nosso coração. A bíblia nos leva a um jovem de aproximadamente 17 anos de idade quando teve alguns sonhos. Hoje este jovem estaria terminando os seus estudos básicos e partindo para uma vida adulta e cheia de responsabilidades e afazeres. E a época onde os jovens fazem o alistamento militar para servir o seu país e cumprir com o dever civil.
O tempo era outro, filho de um pai que tinha dez filhos antes dele, sendo o preferido do seu pai o que provocava ciúmes nos demais. E sonhou um sonho (Gn 37.5), muitas vezes as pessoas que estão ao nosso redor não gostam quando sonhamos. José teve sérios problemas com seus irmãos por causa de seus sonhos. Jovem não tem medo de ter sonhos ousados de enfrentar o mundo e sabe que não tem limites para aquilo que ele quer fazer. José foi vendido por seus irmãos a mercadores humanos os quais levaram para o Egito (Gn 37.26-28). Após a sua venda pro seus irmãos ele tinha todo os problemas para se entregar aos problemas e para de sonhar. José poderia ter sofrido de depressão se entregar a sua situação de escravo e servidão. Suas esperanças poderia ter um final, seus sonhos poderiam ter sidos mortos em sua mente. Mas, ele foi forte e soube esperar o momento do cumprimento de seu sonho. Vendido para Potifar e foi acusado injustamente pela mulher de seu dono de tentativa de estupro (Gn 39.7-12). Parou no cárcere, a sua situação era mais baixa ainda se ele tivera algum sinal de esperança nos seus sonhos se realizarem creio que devido aquela situação colocava um ponto final definitivamente. José após anos de servidão no Egito ele sai do cárcere e passa a governar toda a terra do Egito (Gn 41.33-44).


2. Jovem determinado.


José tinha uma virtude que deixava ele sempre confiante ele era determinado. Sempre buscava fazer tudo da melhor forma para seu senhor. O que nos leva a um segundo jovem. Muitas vezes quando temos um sonho alto pessoas vem para querer nos desanimar. Olha esse sonho é grande demais para você, jamais conseguirá realizar. Nosso segundo jovem recebeu uma missão de olhar a terra que seria a sua morada pelo resto de sua vida. Josué e Calebe e mais dez outros jovens foram escolhidos para ver a terra e trazer o relatórios. Ao passar quarenta dias percorrendo a terra voltando com as novas. Para a maioria as novas não eram boas em Nm 14 acompanhamos a história dos doze espias. Ora como seria fácil se a fé deles fossem igual a dos dois jovens de quarenta anos. Calebe se levanta e diz a terra é boa e vou conquistar (Nm 14.6-10). Apenas os dois conseguem entrar na terra prometida por causa de sua determinação. O problema que muitos viam na terra era os gigantes os filhos de Anakin. Depois de 41 anos Calebe ainda tem que enfrentar mais três gigantes para tomar posse de sua terra (Js 15.13-14).
Calebe poderia entrar em crise existencial, o que muitos chamam de depressão. Por causa da incredulidade dos outros ele teve que passar mais trinta e oito anos no deserto. Passou mais cinco lutando para colocar todas as tribos em sua possessão. E depois disso tudo lutar pela sua terra.


3. Jovem de princípios


Assim como Calebe existiu um jovem contemporâneo de João que fazia muita diferença. Não diz a idade dele mas, sofreu por ser jovem diante de pessoas mais velhas e preconceituosas. A bíblia diz que ele era filho de pai grego e mãe judia e mesmo assim servia ao senhor. Passou pelo processo religioso judaico para poder ser aceito pelos judeus. E andava com um dos maiores líderes do cristianismo. Nos livros da bíblia temos dois livros que levam o seu nome, os quais teólogos as classificam como cartas pastorais. O jovem Timóteo, sofreu perseguições e prisões juntamente com Paulo. Foi açoitado chicoteado mais em nenhum momento ele pensou em abandonar, ou se passou perto sempre buscou algo maior.
Por tudo que ele passou ele seria um forte candidato a sofre de depressão. Mas, ele estava firme naquilo que ele tinha aprendido. O que era constantemente lembrado pelo seu discipulador (II Tm 3.14-15). Um líder do cristianismo da segunda geração, o qual fez muita diferença após a morte de Paulo ou nas prisões de Paulo levando firmemente a palavra os discípulos de Cristo espalhados pelas igrejas abertas por Paulo. Não se conta a vida dele nas páginas sagradas mas, seu nome está para sempre lembrado e serve de exemplo até os dias de hoje para todos os líderes do cristianismo, os quais são ensinados e escolhidos dentro das suas cartas.


Poderia passar mais tempo aqui relatando sobre que poderia ter desistido. E sofre de problemas de depressão. Mas, os que foram aqui citados são exemplos de pessoas que enfrentaram muita coisa por amor a Cristo. Poderiam ter perdido os seus sonhos, ter ficado sem uma terra para chamar de sua e voltar a ser escravo ou poderia largar aquilo que tinham aprendido desde pequeno e ir para outros caminhos.

Shalom Lekulam.

A Casa

by julho 02, 2019
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 2 Co 6.19


Todos nós temos um lugar para descansar e pousar. O lugar onde nós chamamos de casa, lar, moradia, cafofo, barraco e outros apelidos carinhosos para casa. A passagem de 2 Coríntios nos fala sobre nós sermos morada de Deus. A ideia de que somos uma habitação de alguém nos faz refletirmos e irmos um pouco mais além de nossa simples vida.

1. As portas


Pensamos que isso é um conceito novo do tempo da graça mas, os judeus já tinham esse pensamento e tomavam essas atitudes para com os a sua vida diária com Deus. O salmista escreveu "Levantai ó portas as vossas cabeças" fica a pequena pergunta quando é que porta tem cabeça? Dentro da cultura.judaica nos leva a crer que seja o que eles chamam fator Dalet. No hebraico a palavra Deus está contida na palavra judeu ou Judá. Sendo que a única diferença é a letra Dalet que fica no meio da palavra. Mas, onde está a porta? Na própria letra o qual também.para nós é interpretada como porta. A passagem representativa do povo de Israel não se tem dúvidas de que ele é o exemplo para aquele mundo. “O relógio de Deus” como alguns pregadores antigos se referem para Israel. O que a igreja se tornou nos nosso dias? Somos a habitação do Espírito Santo, o mundo espera que nós sejamos mais. Jesu nos comparou com o “sal da terra” (Mt 5.13) e a “luz do mundo” (Mt 5.14) . Assim, vemos com é grande a missão que nos é confiada.
Deus espera que sejamos aquilo que ele criou. E que se volte para a comunhão que fora perdida no Éden. Os israelitas seriam o povo escolhido para ser essa representação da perfeita comunhão de Deus e homem. O afastamento do povo desde o Monte Sinai (Ex 20.19) negando o relacionamento que Deus tinha dado aos seus patriarcas. A qual passou para um povo que não conheceu a Deus em sua origem (Is 55.5; Rm 10.19). Somos este povo o qual, Deus pôs suas esperanças para que o mundo pudesse ser aquilo que o plano original estivesse em prática.


2. Somos Templos.


A igreja passou a estar na terra e mudou categoria. As portas saíram e entraram os templos do Espírito Santo (1 Co 6.19), a morada de Deus. Jesus disse para os seus discípulos que ficassem em Jerusalém até que fossem revestidos de poder (Lc 24.49). O ato acontece no dia de pentecostes (At 2) a partir daquele momento está fundada a Igreja de Cristo. Após o revestimento Pedro sai as portas do cenáculo e prega para todos que estavam na cidade e mais de cinco mil pessoas se convertem a Cristo.
Virar templo não é fácil, muitos acham que ao aceitar a Cristo já se torna um templo, não deixa de ser verdade, mas, a qualidade do templo só passa a ser quando você aprender a morrer. João Batista ao ser interrogado pelos seus discípulos se ele não tinha ciúmes que Jesus estava fazendo o mesmo trabalho que ele fazia. A resposta é simples e que deve ser a frase de todos os que são templos. Que Ele cresça e eu diminua (Jo 3.30). o segredo da verdadeira morada é diminuir a cada dia e deixar ele reinar. De maneira nenhuma podemos dizer que nos matar a cada seja fácil. Compreender as palavras do apóstolo Paulo que diz. Que para mim o morrer é viver. E o morrer é viver e o viver pra mim é Cristo (Fl 1.21).

Porque ser a casa a morada de alguém? Essa deve ser a grande indagação de nós hoje ou quando lermos esse pequeno texto. Devemos ser a casa pelo simples fato de Ele ter se entregado por nós. Ofereceu o que tinha de melhor para que pudéssemos estar ao seu lado e para que a sua Luz possa brilhar em nossas vidas.

Shalom Lekulam.

O SERVO INÚTIL.

by junho 28, 2019
"Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer." Lc 17.10

Dizemos que somos servos. Mas, estamos servindo a quem? Muitas passagens relatam sobre servidão e mordomia, mas, nenhuma delas é igual a passagem de Lucas. Vamos analisar a passagem de uma forma simples e rápida. O fator histórico nos diz que era difícil um servo sentasse a mesa de seu senhor. Jesus o conduz sua parábola para seus discípulos. O início da parábola vem diretamente de um questionamento: “aumenta-nos a fé”. O texto é único em todas as passagens que falam sobre ser servo. Aquele servo era útil para o seu senhor pois, ele cumpriu todas as ordenanças que fora dada para ele. Podemos analisar dentro da bíblia diversos exemplos de servos que foram úteis para seus senhores e nenhum inútil. 

José

Começamos  pelo exemplo de José o qual foi escravizado e mesmo assim, não deixou de servir a Deus e permanecer  com o seu caráter a qual foi ensinado. Na hora de sua provação com a esposa de seu senhor, Potifar, não deixou de ser fiel a ele (Gn 39.1-21). Sua atenção estava voltada aos seus afazeres e não aos seus desejos. José estava acostumado a ter servos a sua disposição morando com seu pai. E se vê na mesma situação. Não sabemos como era a vida de José com os servos de seu pai. Mas, podemos imaginar que ele tinha o conhecimento de que a vida não era fácil. A exaltação e os planos de Deus para sua vida dependia de sua fidelidade para  os seus senhores.
Com todas as provações que ele passou em sua vida de servidão fazia parte de um plano melhor. Deus tinha um projeto que dependia da vida de José e que era necessário que ele fosse escravo para se tornar algo maior. A salvação de seus parentes estava nas mãos de seus atos e gestos como servo de seus opressores.

Josué.

Nem sempre a escravidão é um motivo para a servidão. Josué se tornou o braço direito de Moisés durante os longos anos no deserto. A servidão de Josué não era obrigatória a liberdade e o respeito para com o seu líder o tornava servo fiel (Nm 11.28). Por estar sempre por perto de Moisés e seguir firmemente suas instruções. Deus abençoa a Josué o qual substituiu Moisés após a sua morte. A sua liderança de baseou sempre nos ensinamentos e naquilo que ele aprendera com Moisés.
Uma vida de servidão que dependeu da vida de José mais de 400 anos antes de Josué nascer. A servidão a Moisés só pode acontecer por causa da servidão do Egito e o desejo de ser livre e ter a sua própria liberdade.

O servo inútil

Dois exemplos de servos úteis que cumpriram os seus deveres de servos em suas limitações e obrigações. Mas mesmo assim o que podemos dizer a mais sobre eles? Os dois apenas cumpriram suas obrigações para com seus senhores e seus líderes. Para nós eles seriam o exemplo ideal para seguirmos. Mas, eles fizeram nada mais daquilo que era o serviço deles a se fazer. Assim, Jesus nos mostra que aquele que faz o seu serviço obrigatório não faz nada mais que a sua obrigação. Somos servos de Cristo, somos responsáveis por levar a sua mensagem para toda a criatura. O ide (Mc 16.15) de Cristo é apenas um e muitas vezes nós negligenciamos aquilo que nos é posto para fazermos.
Deus não precisa de nossa ajuda, não damos lucratividade para Deus. Somos servos através da graça, que é um favor imerecido, apesar de todos os nossos esforços para fazer a sua obra possamos dizer que somos apenas um pequeno servo inútil.

Shalom lekulam.
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